.Cultura

05/12/2013 · 16:43
Memorial Jesuíta
Biblioteca disponibiliza acervo especial de partituras históricas para consulta local
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Texto: Michelli Machado
Imagens: Aline Spassini


Nesta quinta-feira (5/12) foi dia de agradecer. Em cerimônia íntima, Décio Andriotti recebeu uma merecida homenagem, juntamente com a prestação de contas sobre os investimentos no Memorial Jesuíta. O professor vem fazendo doações em dinheiro ao instituto há quatro anos.
 


Por meio das doações de Andriotti, o Memorial Jesuíta conseguiu organizar e disponibilizar o acervo de partituras históricas. A primeira etapa do projeto foi finalizada no mês de dezembro, por isso a importância de oferecer uma homenagem a quem tanto ajudou a concretizar esse trabalho.

Durante a cerimônia, o diretor da biblioteca, padre Aloysio Bohnen, citou Santo Agostinho e falou do passado como memória presente. Nesse espírito afirmou que somos herdeiros culturais da humanidade. “Um lugar privilegiado de lastro cultural da humanidade é a biblioteca”, destacou. O diretor falou de questões históricas, dos clássicos e da importância de disponibilizar esse material às pessoas. “Aqui é a cidade viva da humanidade”, enfatizou ao falar da biblioteca.


O pró-reitor acadêmico, padre Pedro Gilberto Gomes, proferiu algumas palavras durante o evento, afirmou que sua fala era ditada pelo coração de amigo, e destacou a importância de agradecer às pessoas enquanto elas podem apreciar a homenagem. “Resgatar e manter esse material é essencial para saber quem somos, de onde viemos e para onde vamos. Nesse sentido, o Memorial Jesuíta é uma contribuição para sociedade gaúcha”, enfatizou. “O teu nome está escrito aqui nesta biblioteca e nesta universidade, pela coragem que teve de se dedicar e se comprometer com a arte”, finalizou Gomes.



O homenageado e apoiador do memorial foi o último a falar. Em seu discurso afirmou: “Quero agradecer o muito que aprendi com os jesuítas. Estou colaborando em agradecimento, porque não posso deixar de pensar no passado. O que recebi tenho o dever de devolver, pelo menos em parte”, destacou. Andriotti relembrou do tempo em que estudava, do quanto gostava da biblioteca e de que falavam em latim. Contou histórias e dos alunos que passaram por sua vida e finalizou: “Se tivesse que fazer tudo de novo, eu gostaria de fazer tudo igual”.

O Memorial Jesuíta é um local de conservação do patrimônio intelectual, literário e artístico. Para manter esse espaço é necessário fazer vários investimentos, e Andriotti é um apoiador nesse sentido, para a manutenção desses documentos históricos.



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