.Cursos de Extensão

31/01/2014 · 16:40
Em terra de cobras
Curso de extensão em Manejo de Serpentes tem grande adesão na universidade
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Texto: Pâmela Oliveira
Imagens: Rodrigo W. Blum

Uns entram em pânico; outros, em disparada. Eles não. Destemidos o suficiente para manterem o decoro, os integrantes do curso de extensão em Manejo de Serpentes mostram mais do que estômago na hora do contato físico. Seria admiração a expressão no olhar da aluna cujos ombros – e parte do pescoço – servem de suporte à Boa constrictor? Nessa sala onde ninguém tem medo de cobra, uma coisa é certa: Pan, a jiboia, já caiu nas graças da turma.


Desmistificar a velha história de que cobra é bicho para manter a distância: essa foi a tarefa do instrutor Evandro Veit, de segunda-feira, 27 de janeiro, a quinta passada. O acadêmico de Biologia cria serpentes há 13 anos – nove deles na Inglaterra – e esteve na Unisinos nos últimos quatro dias para mostrar um pouco do que aprendeu sobre os répteis aos alunos do curso de extensão.

Durante a semana, o dono do serpentário Toca da Jiboia contou com o apoio do amigo e biólogo Everton Belloli Moura e da estudante de Biologia Angela Castro de Souza para dar aulas, mas foi Pan, a serpente, quem roubou a cena. De mão em mão, ela conquistou a atenção dos participantes do curso e se tornou mascote da turma.


Para Alexandre Preto, graduado em Comércio Exterior, a Biologia era sonho de infância. “Sempre quis seguir essa área. É minha paixão.” Alexandre acredita que quanto mais conhecimento, melhor, por isso não dispensou a oportunidade. “A Biologia é uma cadeia, tudo se integra”, diz ele. “Saber como cada espécie se comporta faz toda a diferença.”

Quem também viu o curso como uma experiência positiva foi Sarah Webber. A universitária estuda em Caxias do Sul e veio para São Leopoldo só para não perder a chance de aprender mais sobre as serpentes.

Sarah atua com educação ambiental para crianças e pretende trabalhar em um zoológico futuramente. Enquanto isso, quer “botar a mão na massa”. “O bom desse curso é a parte prática. Já fiz outros, mas eram mais teóricos”, comenta. De acordo com ela, uma característica da extensão que também merece destaque é a acessibilidade: “A linguagem para leigos facilita muito”.

Para o instrutor Evandro, trabalhar com profissionais de diferentes áreas foi uma experiência nova: “Tem gente de Biologia, Veterinária, Meio Ambiente. Lidar com todos eles foi um desafio interessante”.



 

O curso de Manejo de Serpentes na Unisinos abordou os seguintes tópicos: classificação científica, evolução, morfologia e anatomia, identificação de famílias, importância ecológica e medicinal, ofidismo e criação em cativeiro, além de curiosidades gerais.

Mesmo tendo sido a primeira edição da oferta, o retorno não poderia ser melhor. “Não vejo nenhum ponto negativo, é tudo muito organizado”, conta Sarah. “O investimento valeu a pena.”


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