.Entrevista

11/09/2013 · 15:16
Parceira coreana
Série de perfis de estudantes que vivem em outros países por meio do programa Ciência sem Fronteiras chega ao fim
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Texto: Michelli Machado
Imagens: Arquivo pessoal


Desde o início de abril, fizemos dez perfis de alunos da Unisinos que estão em intercâmbio por meio do programa Ciência sem Fronteiras. Abrimos a série com a história de um estudante que está vivendo na Coreia. Em função da parceria que a universidade construiu com o país, membro dos “tigres asiáticos”, o décimo primeiro perfil, que encerra a série, conta a história de Luísa Simon, estudante de Engenharia de Produção na Unisinos.

Apesar da saudade e da falta que sente da culinária brasileira, Luísa se adaptou bem à vida na Coreia. “Morar na Coreia do Sul esta sendo uma experiência fascinante. As pequenas dificuldades com a comida somem na hora em que ando no maravilhoso metrô de Seul, ou quando vejo que tenho Wi-Fi gratuito em todo o lugar”, revela a estudante.

Um diferencial que marca a experiência de intercâmbio na Coreia é a possibilidade de,
durante o período de férias, realizar estágios em grandes empresas coreanas. A oportunidade de atividades práticas na área de estudo, com foco em tecnologia e inovação, agrega à vivência internacional do estudante. “Nas últimas férias de inverno realizei estágio em uma das empresas da Hyundai Motor Group, a Hyundai Mobis. Foi uma experiência que me fez crescer muito no âmbito profissional e perceber o que os coreanos fazem para suas empresas estarem entre as melhores do mundo”, conta Luísa.



JU: Como era sua rotina antes da viagem?
Luísa Simon: Antes de vir para a Coreia do Sul a minha rotina era semelhante a de muitos estudantes da Unisinos. Estudava Engenharia de Produção todas as noites e durante o dia realizava estágio em uma empresa montadora de motores a diesel.

JU: Por que você resolveu participar do Programa Ciência sem Fronteiras?

Luísa Simon: Sempre tive vontade de fazer intercâmbio em outro país para estudar o meu curso estando inserida em outra cultura e, principalmente, expandir os meus horizontes. Quando li o edital do programa Ciência sem Fronteiras percebi que me encaixava no perfil que era exigido aos estudantes e resolvi me inscrever. O que mais me chamou a atenção e me fez querer muito participar foi a oportunidade que eu teria de estagiar em uma empresa em outro país. A escolha da Coreia do Sul foi fortemente influenciada pelo I Fórum Brasil-Coreia da Unisinos, onde pude assistir palestras de alguns professores coreanos mostrando o quanto poderíamos aprender.

JU: Quais eram suas expectativas antes da viagem?

Luísa Simon: Quando recebi a confirmação do intercâmbio, comecei a pesquisar mais sobre a Coreia do Sul. Sobre a língua utilizada, sobre a cultura e principalmente sobre as empresas coreanas e as oportunidades que poderia ter. Claro que deu aquele frio na barriga, em pensar que iria morar um ano do outro lado do mundo, mas a vontade de vir foi bem maior!

JU: O que você aprendeu de mais importante para sua vida profissional e pessoal?
Luísa Simon: Dias antes de embarcar para a Coreia um dos meus professores me disse para não ficar comparando o Brasil com a Coreia. Ele estava certo. Aqui as pessoas, aparentemente, são mais fechadas que no Brasil. Os coreanos são mais envergonhados. Mas isso só até criar amizade, porque depois são super atenciosos e prestativos. Tanto na vida pessoal, quanto profissional eu aprendi que não devo criticar o modo coreano ou brasileiro de ser. Preciso pegar o que ambos têm de bom (e sim, os dois tem muitas coisas boas) e aplicar na minha vida. Acredito que o impressionante respeito coreano aos mais velhos e a alegria brasileira devem andar juntos fazendo uma boa combinação.


JU: Qual sua expectativa para o retorno ao Brasil?

Luísa Simon: Tenho inúmeras expectativas para o meu retorno ao Brasil. A primeira delas é tentar passar para amigos tudo que aprendi aqui. Tentar dar a dimensão do país que há pouco mais de 50 anos estava na pobreza e hoje em dia tem um invejável crescimento econômico. Tenho muitas expectativas também na questão profissional, pois há várias empresas coreanas no Brasil e acredito que esta oportunidade que estou tendo vai gerar bons frutos para o meu futuro. Claro que não penso somente nas empresas coreanas, pois nosso país está em um momento muito bom para nós, estudantes de engenharia.



JU: O que mais está gostando na Coreia e o que sente mais falta daqui do Brasil?
Luísa Simon: Impossível numerar uma só coisa que eu esteja gostando mais. Estou gostando de tudo! Mas vou destacar a facilidade em que conheço grandes profissionais, diretores de empresa, professores super conceituados – brasileiros, que moram aqui há anos. Destaco também a oportunidade de poder mostrar um Brasil que muita gente não vê. Um Brasil que não se resume somente em samba e futebol, e sim um país riquíssimo que está em fase de desenvolvimento e que precisa de bons profissionais. O que eu mais sinto falta do Brasil? Meus entes queridos e a comida! Me adaptei super bem à comida coreana, mas a comida brasileira é imbatível.



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