'Coaching como consequência da modernidade líquida',
foi com este tema que a palestrante, Vera Susana Lassance Moreira, iniciou a aula de degustação dos cursos de MBA de Porto Alegre, nesta quinta-feira (10/3), na sede no Centro de Integração Empresa Escola (CIEE).
O termo, que hoje vem se tornando comum no meio empresarial, teve origem no esporte. Ao coach, ou treinador em português, é atribuído o papel de treinar, instruir o atleta, buscar nele o melhor que ele tem a dar. No mundo dos negócios, em função da fluidez com que as mudanças estão ocorrendo, por isso o termo modernidade líquida, não há mais tempo para preparar alguém para um cargo. Em questão de meses esse cargo pode nem mais existir. Segunda Vera, as empresas hoje precisam estar muito mais atentas em buscar o desenvolvimento e incentivar o potencial dos seus funcionários, do que em prepará-los para esta ou determinada função:
“O lema não é mais ensinar a fazer, mas liberar para fazer”. O coaching assume o papel de encorajar, de motivar a equipe, expondo o potencial de cada um. Mas a adaptação das empresas a este processo ainda é lento. “
Os empresários têm dificuldade em aceitar que a empresa não terá um organograma, com os cargos e funções fixas de cada um. Antigamente esse gráfico, com a estrutura organizacional da empresa, era praticamente inalterável. Hoje, isso não existe mais. Nós não temos mais as competências grudadas nos cargos. A cada minuto as pessoas estão mudando e suas funções também. Mas as companhias ainda querem tratar doença nova com remédio velho”, destaca a palestrante.
Apesar de ser um dado angustiante para muitos administradores, isso mostra que a empresa está viva e ativa. O não mudar, de acordo com Vera, é que significa um problema. Avaliar as pessoas pela sua produtividade e não pela quantidade de horas que passam dentro de um espaço é o que incentiva o desenvolvimento. “Estar preocupado com quanto tempo o funcionário x ou y fica sentando na sua cadeira não vai aumentar o desempenho do negócio. O essencial é saber se esta ou aquela pessoa está sendo aproveitado de acordo com as suas competências”, enfatiza.
Mas isso não significa que as pessoas não devem, ou não podem, serem cobradas. “É preciso que gestores e equipe criem mecanismos de cobranças e se adaptem a eles”, finaliza. A apresentação, realizada no CIEE, foi a primeira de um ciclo de palestras que acontece de 15 a 17/3 em São Leopoldo, Caxias do Sul, Bento Gonçalves e no campus de Porto Alegre, junto ao Colégio Anchieta.