Primeiro professor em Linguística Forense do mundo, Malcolm Coulthard, da Universidade de Aston, no Reino Unido, esteve na Unisinos, terça-feira (12/1), para participar da banca de mestrado da aluna do curso de Pós-Gradução em Linguística Aplicada, Daniela Negraes Pinheiro Andrade.
PhD em uma área considerada complicada e de difícil entendimento para leigos no assunto, Malcolm faz parte de um grupo de linguistas que trabalha em fóruns, escritórios de advocacia e unidades da polícia para simplificar e decodificar a linguagem jurídica. “Muitas pessoas já foram condenadas por crimes, porque os juízes não entenderam claramente o que estava escrito nos processos”, comenta Malcolm. Erros como esses podem ser evitados com a ajuda de peritos em linguística.
A linguagem forense hoje já faz parte de cursos de graduação, mestrado e doutorado em algumas universidades do mundo. Aos poucos esses discursos estão sendo adaptados em contratos que atingem o público em geral, para que fiquem mais claros e de fácil entendimento. Mas para Malcolm, dependendo a quem esse tipo de linguagem se destina, ela deve ser mantida de um modo mais formal. “Quando os processos circulam apenas entre advogados e juízes é preciso ter uma linguagem mais precisa, mas quando envolve o público fora do meio jurídico, é necessário simplificar”, explica ele.