A midiatização da vida científica no cotidiano da sociedade foi o tema da I Jornada da Popularização da Ciência, organizada pelo Programa de Pós-Graduação (PPG) em Linguística Aplicada, do curso de Letras da Unisinos, que ocorreu na segunda-feira (11/1), no miniauditório Pedro Pinto, no câmpus.
A sessão de debates contou também com a presença do grupo de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
O professor Antônio Fausto Neto, do PPG em Comunicação da Unisinos, abriu o evento falando que a ciência hoje não pode ser anunciada de modo unilateral, exigindo um contato entre cientistas e comunicólogos, para que o mundo científico seja traduzido para a comunidade. Muitas mídias utilizam os próprios cientistas, pesquisadores ou especialistas como mediadores para que o discurso possa ser reconhecido e ganhe mais credibilidade. “Esse é o caso de Drauzio Varella, cancerologista, usado pela mídia como um perito do mundo científico que traduz isso para as grandes massas”, comenta Neto.
Após o discurso de abertura, a professora Desirèe Motta-Roth, coordenadora do PPG da UFSM, deu início à mesa redonda juntamente com suas orientandas para discutir A comunicação pública da ciência: processos e textualizações. “A notícia de produção científica conecta três mundos: a ciência, a pedagogia e a vida cotidiana. O mundo científico precisa informar seus avanços à sociedade. Nesse sentido, o jornalista atua para explicar a ciência, e é preciso que o público entenda a importância do acontecimento, para que haja a continuidade do financiamento das pesquisas”, ressaltou Desirèe.
À tarde foi a vez de o grupo de pesquisa do PPG da Unisinos, coordenado pela professora Maria Eduarda Giering, dar continuidade às discussões. A divulgação científica: contextos e organização textual foi o tema abordado. “No discurso midiático científico há uma constante tensão entre informar e captar o leitor. Nos textos para adultos, a informação aparece de forma rápida para chamar a atenção do leitor e os títulos trazem informações que possam afetar o cotidiano de quem os lê. Nas matérias destinadas ao público infantil o discurso é mais apelativo, com um tom humorístico.”