.Especialização e MBA

16/06/2014 · 10:37
Um líder coerente e versátil
Este é o desafio para gestores, coordenadores, gerentes e diretores
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Texto: Michelli Machado
Imagens: Banco de Imagens

Tem gente que é apaixonada por resultados, gente que é apaixonada por processos. Gente que gosta de antecipar o futuro, ou de provocar mudanças radicais. Outros pensam melhor a longo prazo e controlam o presente. Tudo isso serve para a gestão de uma empresa. Não há certo e errado, melhor ou pior. Há o autoconhecimento e a aplicação do que se tem de mais caro para incentivar o outro e a si próprio, para desempenhar as tarefas que se precisa executar pelo bem da organização na qual trabalha.

Em função desta realidade heterogênea que compõe as empresas, o mercado precisa se adaptar. A partir desse foco, a Unisinos, por exemplo, criou um curso de Pós-MBA em Liderança que busca o encadeamento da formação, integrando aspectos técnicos e comportamentais com o aprimoramento de posturas que sustentem o comportamento individual dos líderes e proporcionem o fortalecimento da relação entre os coordenadores, suas equipes e a organização da qual fazem parte. O resultado é uma proposta de curso que combina temas clássicos e inovadores, a partir de uma abordagem metodológica que valoriza a experiência e a vivência em sinergia e o desenvolvimento de competências de liderança em diferentes níveis hierárquicos.



Para a coordenadora do curso Patrícia Fagundes a liderança é um processo social de coexistência entre ser líder e ser liderado. “Eu aprendo como líder também ao ser liderado. Um líder se constrói no desenvolvimento de si mesmo com a equipe e numa sinergia com colegas e superiores”. Patrícia explica que a liderança pode ser desenvolvida. “Predomina entre os estudiosos a compreensão de que, ainda que a liderança tenha características naturais de cada indivíduo, o exercício e a competência para liderança é um processo de desenvolvimento pessoal/individual e coletivo, que se dá na relação entre pares e no investimento das organizações em seus líderes”.

O também coordenador do curso de Pós-MBA em Liderança José Carlos Freitas Junior destaca a importância de atividades vivenciais na formação de um líder. “O grande ganho dos momentos de integração é a possibilidade de aprender através de brincadeiras e tarefas, e depois discutir, refletir e debater sobre a estratégia escolhida pelo grupo. Tirar as pessoas da zona de conforto, trazer para situações do dia a dia e fazer correlações com a vida dos líderes, essa é a principal função das atividades vivenciais”, ressalta.

Para quem busca coordenar uma equipe, ou mesmo para quem quer apenas ser porta-voz de um grupo, vivenciar as atividades propostas pelo curso traz um aprendizado que vai muito além de cumprir e delegar tarefas. É uma experiência de viver a administração. Sendo assim, o primeiro desafio é a liderança em si, já que ela não depende apenas do gestor, mas do grupo em que se está inserido. Ninguém é líder de nada se a equipe não chancelar e reconhecer o comando. E chefe com autoridade não legitimada pelos subordinados é um veneno constante nas organizações.

No panorama empresarial que se estabelece hoje, existe uma busca cada vez maior por profissionais capazes de desenvolver as características de um líder autêntico. Os cargos de liderança, preferencialmente, devem ser ocupados por gerentes e diretores que invistam na construção de laços de confiança com seus pares, sua equipe e seus superiores. Essa relação se produz por meio de atitudes que gerem uma percepção de coerência entre o discurso e a prática desse profissional, construindo vínculos reais entre a empresa e seus colaboradores.


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