20/05/2010 · 15:42
Educação como combustível empreendedor
Ricardo Felizzola realizou palestra na aula de abertura dos cursos de MBA da Unisinos da Serra
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Texto: Pablo Furlanetto
Imagens: Pablo Furlanetto
A educação como geradora de um ambiente de prosperidade e inovação. A idéia foi apresentada pelo sócio fundador e presidente do Conselho de Administração da Altus, Ricardo Felizzola, na aula de abertura dos cursos de MBA 2010 da Unisinos na Serra. O evento ocorreu na noite da quarta-feira (19/5), no Personal Royal Hotel de Caxias do Sul.
Na palestra, que teve como tema o Ciclo virtuoso da prosperidade: o papel da inovação, Felizzola falou da importância do destaque em um mercado cada vez mais competitivo. “Hoje estamos em um ambiente globalizado, onde a inovação entra como diferencial. É o novo necessário, o impacto que o mundo está sofrendo”.
O também presidente da HT Micron salientou que os dez tipos de emprego mais demandados hoje não existiam há dez anos. Segundo ele, isso ocorre em virtude das rápidas mudanças. “A inovação acontece porque o ambiente permite. É a criação deste ambiente permissivo que deve ser o objeto de atuação de quem pretende estimular as condições de aparecimento do fenômeno”.
Como exemplo de país que possui este clima, Felizzola destacou a China, que possui educação empreendedora, que impacta capital humano. As pessoas trabalham em organizações alinhadas, aproveitando o ambiente novo da sociedade para criar novos produtos. O processo educacional é o diferencial da cultura, cria a prosperidade.
Para o convidado, o Brasil nunca foi um país que estimulou a atitude individualista empreendedora. Um dos principais motivos é que os heróis do país foram muito mais guerreiros do que empreendedores, em comparação com os países desenvolvidos. Além disso, a inserção da moeda ocorreu somente em 1994, enquanto nos Estados Unidos, por exemplo, quase 100 anos antes. A legislação também cria perigos para se abrir um negócio.
Por fim, o palestrante descreveu em que consiste o ciclo da prosperidade. “Primeiro é preciso ter um ambiente inovador, que se relacione com o mercado. Então, a competitividade vai gerar prosperidade, ou seja, inovação gera competitividade que gera prosperidade. Mas, para isso, é preciso ter ativos de inovação, que são os capitais humanos. Depois, centros de pesquisa. Para que tudo isso ocorra, é necessário ter marcos legais, legislações que atraiam conhecimento e propiciem crescimento. E, assim, uma cultura empreendedora, que é alimentada pela educação”.
Após a palestra foi servido um coquetel aos presentes, que brindaram o início das aulas.
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