.Eu+repórter

28/11/2008 · 10:24
Vivências e experiências
Aluno da Comunicação, Rafael Raymundo participou da viagem de estudos à capital Paulista e faz relato pessoal sobre a experiência
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Texto: Rafael Tourinho Raymundo

A primeira semana de novembro foi marcante para 40 estudantes da Unisinos. Alunos de Relações Públicas, Publicidade e Propaganda e Jornalismo participaram das atividades da Viecom (Viagem de Integração dos Estudantes de Comunicação). O destino era São Paulo e, o objetivo, conhecer empresas de comunicação de expressividade nacional.O programa, totalmente planejado pelos alunos Rodrigo Duarte e Jaques Machado, contou com visitas técnicas a lugares como Folha de São Paulo, SBT, Grupo Abril, Bovespa e a agência de publicidade LewLara. É claro, não podiam ter faltado, também, as gravações do Programa do Jô, do Altas Horas (ambos da Rede Globo) e da mais nova sensação da TV brasileira: o CQC (Band).

Eu fui um dos estudantes que participaram da Viecom. Nunca tinha estado na maior cidade do país, então achei que esta seria uma boa ocasião para conhecer a caótica megalópole. Mais que isso, a viagem seria uma oportunidade única para ver de perto a rotina de profissionais que se destacam no jornalismo, profissão que escolhi.O que vivenciei naquela semana, porém, foi maior do que todas as minhas expectativas. Ansiosos pela próxima atividade, os colegas pareciam pouco se importar com as horas gastas no trânsito de São Paulo dentro de um ônibus de excursão. Sempre havia algo novo para descobrir, pessoas com quem conversar e dúvidas a serem sanadas. E, na volta, sempre havia histórias para compartilhar e as impressões, boas ou ruins, de cada lugar pelo qual passávamos.

Entre essas idas e vindas, surgiram piadas internas (“Clóvis, onde estão os óculos?”) e laços de amizade. A turma ficou tão unida que, inclusive, marcamos um churrasco de reencontro. Detalhe: a viagem aconteceu a menos de um mês – prova de que a experiência em São Paulo foi intensa. Do ponto de vista técnico, posso destacar que conheci a desorganizada redação da Folha, maior jornal do país e que, infelizmente, não exige diploma de jornalismo para a atuação na área.

Percorri os corredores do império de Sílvio Santos e vi colegas sentarem no banco da Praça (que é nossa, afinal). Descobri que apenas três jornalistas são necessários para se fazer uma revista da Abril. Fui platéia em três atrações de TV e percebi o quão trabalhoso, para não dizer cansativo, é produzir um programa para essa mídia. No geral, foi surpreendente notar como a criatividade supera as limitações técnicas e faz tudo parecer mais grandioso. Os cenários das novelas e dos programas de auditório, por exemplo, não são tão perfeitinhos como aparecem no vídeo. Eles são minúsculos e possuem remendos e arranhões na pintura.



Agora, a viagem a São Paulo valeu por outros motivos. No Altas Horas, conversei com a fofa da Mallu Magalhães e com a atriz Flávia Alessandra, que estudou jornalismo e é a favor do diploma. Encontrei, na Avenida Paulista, uma livraria de quatro andares (sonho de consumo para qualquer universitário). Fui ao bairro japonês da Liberdade e tomei suco de abóbora(!). Em plena Estação da Luz, toquei piano para uma platéia de colegas e desconhecidos (benditas intervenções artísticas). Experimentei o novo, como toda pessoa deve, sempre, experimentar.

Viagens como essa são essenciais para a formação de qualquer profissional, pois o choque de realidades faz entender quem a pessoa é e que lugar ela pode ocupar no mundo. Como colegas, voltamos mais unidos. Como futuros profissionais, cheios de idéias e abertos às possibilidades. Espero que mais edições da VIECOM ainda venham, para que outros estudantes de comunicação desfrutem do que nós desfrutamos.


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