O seminário contra o crack, realizado na segunda-feira (29/6), no centro de eventos do BarraShoppingSul, contou com a participação de especialistas e autoridades para discutir o avanço da droga.
A abertura do evento ficou por conta do presidente da RBS, Nelson Sirotsky, que afirmou que a campanha lançada há pouco mais de um mês não é só da empresa, mas uma mobilização da sociedade gaúcha.
Conforme o secretário Estadual da saúde, Osmar Terra, presente na ocasião, estima-se que há 55 mil casos de dependentes, provocando cerca de cinco mortes por dia, a maioria por assassinato.
“A recuperação é possível, mas o grande desafio que o dependente enfrenta é querer ser tratado e, ainda assim, é preciso tratamento continuado”, afirmou Rogério Horta, psiquiatra e professor da Unisinos.
Luis Fernandes, ex-usuário de crack, contou que fumou durante quatro anos e, para manter o vício, furtava a própria família. No auge da dependência, gastou R$ 1,8 mil em apenas três, dinheiro recebido como indenização por ser demitido do trabalho.“Tem que ter vergonha na cara! Parei e pensei que do jeito que eu estava não ia a lugar nenhum, só pensava no meu filho que chorava quando me via". Luis passou 11 dias internado no Hospital Conceição antes de tomar a firme decisão de largar o crack. A atitude já dura dois anos. Nesse sentido, o psiquiatra Flávio Prechansky alerta que o tratamento deve ser feito o mais cedo possível.
Com os repórteres Luciano Périco, da Rádio Gaúcha, e Manoel Soares, da RBS, a plateia pôde interagir com os entrevistados. A turma do Pretinho Básico, da Rádio Atlântida, animou o público que participou empolgado, ajudando a divulgar a importante campanha lançada pela RBS.