.Fórum Brasil - Coreia

18/10/2011 · 16:48
Qual o futuro do Brasil?
Líderes de grandes empresas debatem a inserção do país na indústria de semicondutores
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Texto: Paloma Rühee
Imagens: André Seewald


O Brasil tem tamanho e capacidade intelectual para estar dentro de uma cadeia mundial de semicondutores. A tecnologia tem se reinventado a passos largos, a chegada dos smartphones e tablets movimentou o mercado, abrindo oportunidades para que novas empresas, novos players, entrassem em um mundo que antes era dominado por poucos fornecedores.  O Brasil e o mercado mundial de semicondutores foi o tema abordado pelo segundo painel, desta terça-feira (18/10), do Fórum Brasil-Coreia do Sul em Ciência, Tecnologia e Inovação.


Mediado por Ricardo Felizzola, presidente da HT Micron, o painel, que contou com a participação de Max Leite, da Intel, Ervino Scharndorf, da Dell, Luiz Mariano Julio, da Positivo e Ronaldo Aloise Jr., da HP, trouxe para os participantes a percepção dos principais líderes das indústrias de microeletrônicas  presentes no Brasil, sobre a cadeia de semicondutores e a inserção do país nesse mercado. Segundo Julio, o fortalecimento dessa cadeia irá contribuir muito para a indústria local, pois vai permitir que, além da rápida disponibilidade do produto, as empresas tenham uma maior competitividade em custos. Porém, esse processo leva um tempo e precisa estar bem articulado. “Criar uma massa que entenda o processo e que possa ser capaz de trazer as tecnologias leva tempo, por isso precisamos do apoio do governo e das universidades, que geram o conhecimento, para fazer com que essa aceleração aconteça de forma rápida”, acrescentou Scharndorf.

O tablet foi citado como um dos fatores que veio contribuir, e muito, para a indústria de semicondutores mundial, pois ele revolucionou o mercado e trouxe um novo nicho de consumidores. “O tablet é um produto que não muda nada, mas muda tudo. Ele é um computador, mas ao mesmo tempo ajudou a romper um mundo de fornecedores já cristalizados e com isso novas empresas passam a ter chance de se expandir”, enfatizou Julio. O diretor de vendas da HP, Ronaldo Aloise Jr., também concorda, para ele “o tablet significa um novo e grande mercado para os semicondutores e o Brasil é o país que mais rápido adere às novas tecnologias”, por isso, o espaço para o crescimento dessa cadeia é muito grande.

O mediador do painel fechou o evento ressaltando que esse fórum tem a missão de ajudar a criar políticas de governo que ajudem o Brasil a progredir neste setor, e se tornar um competidor mundial.


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