.Fórum Brasil - Coreia

18/10/2013 · 13:38
Primeiro contato
Encontro de negócios entre brasileiros e coreanos serviu de amostra do 3º Fórum Brasil-Coreia
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Texto: Pâmela Oliveira
Imagens: Aline Spassini

O Fórum Brasil-Coreia nem começou e o idioma do país asiático já se confunde com um limitado português na fala dos convidados orientais. Um “bom dia” aqui, outro “muito obrigado” ali e as duas nações vão, pouco a pouco, trocando figurinhas. Se faltam palavras, acha-se solução: o inglês. Marca das relações bilaterais entre as pátrias, esse hibridismo cultural tem tudo para se fortalecer ainda mais nos próximos anos – pelo menos no que depender do encontro de negócios da última quinta-feira (17/10).


Chamado Brazil-Korea Business Matching Seminar, o evento aconteceu em dois momentos na Unitec, campus de São Leopoldo. O primeiro, ocorrido durante o período da manhã, foi reservado a apresentações. O decano da Escola Politécnica da Unisinos, professor Carlos Moraes, saudou a todos os presentes e destacou o seminário como prévia do fórum – a ser realizado de 23 a 25/10 – antes de passar a palavra ao diretor do parque tecnológico Innopolis, Junseok Seo. “Acreditamos na parceria com vocês para entrar no mercado brasileiro. O governo de nosso país vê essa interação como um momento de oportunidades mútuas a ambas as nações, não só em negócios, mas também em cooperação tecnológica”, disse Junseok Seo.

Em seguida, foi a vez de a analista técnica Sandra Schafer apresentar a universidade aos convidados, destacando a presença do Tecnosinos nos cenários local e global. Fundado há 14 anos, o parque hoje abriga 75 empresas, 30 das quais incubadas na Unitec, e é considerado o mais internacionalizado do país, o que favorece significativamente o desenvolvimento da região sul.

O Rio Grande, aliás, tem sido repensado como centro econômico da América Latina. De acordo com a diretora adjunta de Planejamento, Programas e Investimentos da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Moema Nunes, o Estado já apresenta crescimento acima da média nacional e tem fortes diferenciais para gerar competitividade no mercado: “A interação entre governo, empresas e universidades é um dos moldes que guia o Rio Grande do Sul para frente”.


Conhecendo os estrangeiros

A Coreia do Sul é um dos maiores investidores do mundo em pesquisa e desenvolvimento. Segundo Junseok Seo, a indústria de tecnologia e informação local chegou a 10% do PIB coreano em 2010, graças à iniciativa das empresas de promover investimentos de alto risco, ao incentivo para atração de organizações internacionais e à comercialização de ideias.

Esse panorama foi apresentado aos brasileiros ainda pela manhã, no discurso dos seis representantes de instituições do continente asiático. Nam Guen, Lim, da WK Inc., falou sobre a especialidade da empresa – soluções em iluminação – e garantiu: “Nossos produtos economizam até 70% de energia”.

Mais ou menos na mesma linha atua a 4ENs, que trabalha com sistemas de controle automático de iluminação. “Nosso método utiliza mais a luz natural ao mesmo tempo em que aumenta a eficiência da luz artificial”, disse o representante Choul-Yun, Kim.

Iluminação também é o forte da Hankook Etech, que desenvolve aplicativos de energia solar e componentes LED. Já em outro segmento está a Lattron, empresa de tecnologia em engenharia e processos de manufatura. Número um em aplicação de sensores na Coreia, a Lattron aposta em componentes cerâmicos e semicondutores para conquistar espaço no mercado.

Por falar em liderança, outra empresa número um é a Newrun, primeira do mundo a comercializar o sistema de Smart Door Lock. Por meio de câmeras e uma trava digital, o morador, mesmo a distância, pode saber quem entra ou se aproxima de sua residência. O equipamento capta imagens e as envia em tempo real para o smartphone do dono da casa, numa interceptação de eventuais intenções criminosas.

Também atuando na área de segurança, a Dodaam fabrica simuladores e sistemas aviônicos para defesa, com 90% do quadro de funcionários composto por engenheiros.



Hora de negócios

O segundo momento do evento consistiu em rodadas de negócios entre empresários coreanos e brasileiros para possíveis acordos nos setores de transferência de tecnologia, vendas e joint & ventures. Os alunos do curso de graduação de Relações Internacionais foram mediadores entre coreanos e brasileiros. Confira a matéria da TV Unisinos


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