.Fórum Brasil - Coreia

19/10/2011 · 12:29
Educação, a força de uma nação
Vice-ministro coreano apresenta algumas políticas educacionais da Coreia do Sul
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Texto: Paloma Rühee
Imagens: Samantha Gonçalves


A Coreia do Sul é um modelo mundial de educação.  Em pouco mais 60 anos, o país saiu de uma situação de devastação pós-guerra para se tornar uma das maiores potências em ciência e tecnologia, e essa conquista está fortemente ligada ao sistema educacional adotado pelo governo coreano. A palestra de abertura, do terceiro dia (19/10) do Fórum Brasil-Coreia do Sul, debateu o tema educação e contou com a presença do Vice-Ministro de Educação, Ciência e Tecnologia da Coreia do Sul, Dong-Geun Seol, do embaixador brasileiro na Coreia do Sul, Edmundo Fujita, e do reitor da Unisinos, pe. Marcelo Fernandes de Aquino.


Após a guerra, a Coreia do Sul não tinha mais nada, o país estava totalmente destruído, e o governo teve que recomeçar do zero. As primeiras medidas adotadas foram criar políticas públicas que promovessem a educação e, por conseqüência, criassem recursos humanos qualificados, que ajudassem a colocar o país nos trilhos novamente. A iniciativa do governo foi fortemente aceita pela população, e em poucos anos o país começavam a curar suas feridas. “A educação e, posteriormente, a tecnologia foram as forças motrizes que levaram a Coreia a chegar aonde chegou. Hoje, a profissão de professor é muito valorizada no país, existe inclusive um ditado popular que diz que não devemos nem pisar na sombra de um professor”, destacou o vice-ministro coreano. Os investimentos começaram nos cursos de Pedagogia, que receberam fortes incentivos do governo para promover a qualificação de professores, e aos poucos foram se expandindo para outras áreas.


Hoje, 80% dos alunos que se formam no Ensino Médio cursam uma faculdade, e a profissão de docente está entre as mais almejadas pelos jovens coreanos. Os investimentos em educação, gradativamente, foram também aplicados em pesquisa e inovação, que ajudaram a levar o país ao topo. “O Brasil, e a Unisinos mais especificamente, começaram a investir recentemente em pesquisa. Apenas 14 anos atrás que a nossa universidade resolveu focar seus esforços nessa área, e precisaremos muito da Coreia para nós ensinar como chegar ao topo”, destacou o reitor da Unisinos. Hoje, esse pequeno país asiático é a terceira nação do mundo que mais investe em educação. E quatro empresas, das 100 maiores organizações do mundo, são coreanas. Esses resultados são frutos de uma combinação que, ano a ano, vem mostrando bons resultados: parceria entre universidades e empresas.


De acordo, com o vice-ministro, a convergência da educação e tecnologia, aplicada pelas as empresas, é fundamental para o desenvolvimento de um país. “A Unisinos já está adotando esse modelo com a HT Micron, e outras empresas do seu parque tecnológico, e isso será essencial para o crescimento da região”. Esse modelo de cooperação entre academia e mercado, também foi destacado pelo embaixador brasileiro na Coreia do Sul: “É muito importante que o Brasil adote essa estratégia para promover o desenvolvimento econômico. Quando essa iniciativa é somada as parcerias internacionais, como o caso da HT com a Hana, e da Unisinos com outras instituições de ensino coreanas, o modelo se torna ainda mais sólido.”

O Fórum Brasil- Coreia do Sul, segundo o vice-ministro, é um passo muito importante para permitir que os dois países continuem crescendo e ajudando um ao outro a suprir suas principais carências. “A Coreia do Sul tem muito a aprender com o Brasil em termos de agronegócio e aeronáutica, trocando conhecimentos podemos nos tornar global”, finalizou.


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