.Fórum Brasil - Coreia

25/10/2013 · 19:39
Reforçando laços
O III Fórum Brasil-Coreia chega ao fim, mas a discussão sobre tecnologia e inovação permanece em foco na universidade
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Texto: Michelli Machado
Imagens: Rodrigo W. Blum

Encerrou nessa sexta-feira o III Fórum Brasil-Coreia. O painel de fechamento contou com uma palestra sobre o programa Ciências sem Fronteiras, mediada pelo diretor de Desenvolvimento e Expansão da Unisinos, Cristiano Richter. O objetivo da conferência foi oportunizar a participação de alunos que viveram na Coreia em intercâmbio. A palestra enfocou a parceria entre a Unisinos e as universidades coreanas. Quem teve a chance de ouvir os relatos da noite, ficou estimulado a participar do programa, que oferece experiência acadêmica e profissional aos estudantes.

Richter abriu o painel dando boas vindas aos debatedores e apresentando números do Programa de Moblidade Acadêmica da Unisinos, que conta com 134 alunos em intercâmbio. Como provocação inicial o mediador propôs uma reflexão sobre como o programa Ciências sem Fronteiras traz impactos para o desenvolvimento econômico do Brasil.



Os convidados para o debate, que responderam essa e outras questões foram: o diretor da Hana Micron Hyouk Lee, o assessor de Ciência e Tecnologia da Embaixada Brasileira em Seul Daniel Fink, a diretora da Cooperação Institucional CNPq Liane Hentschke e o aluno de pós-doutorado na Coreia e professor da Escola Politécnica da Unisinos, Rodrigo Righi.

 

Pontes para o futuro

Durante os três dias do evento, a praça Bridges for the Future: Brazil & Korea Experiences integrou as culturas da Coreia do Sul e do Brasil. No local foi oferecido, diariamente, aula aberta de coreano, com a professora Heeyeon Jung do Unilínguas e uma experiência gourmet de degustação de Kimbab. “Com o workshop os estudantes puderam ter uma experiência da língua e da culinária coreana, e perceber as diferenças entre a gastronomia dos dois países. Assim a gente pôde aproximar as culturas”, destacou Heeyeon.




Segundo a professora de coreano, as pessoas acham que o idioma é muito difícil. “Aqui é a oportunidade de mostrar que todas as pessoas podem tentar aprender um pouquinho, que a língua não é tão complicada como se pensa”, explicou. Tanto a aula aberta de coreano como a experiência gourmet foram iniciativas de Heeyeon com o objetivo de uma integração cultural.

Além dessas atrações, um bate-papo com convidados também foi proposto pelo fórum. O tema do último dia foi o Programa Ciências sem Fronteiras. Os convidados para o debate foram: a diretora de Cooperação Institucional do CNPq, Liane Hentschke, o coordenador institucional do Programa Ciência sem Fronteiras na Unisinos, Gustavo Fischer e alunos que vivenciaram a experiência de intercâmbio pelo programa.

Liane contou que acompanha o Programa Ciências sem Fronteias desde o início. Em sua fala destacou a grandeza do projeto, que pretende mandar 100 mil alunos em intercâmbio para diversos países. A pesquisadora frisou a importância de fazer um caminho de mão dupla e também apoiarmos a vinda de estudantes de outras nacionalidades para o Brasil.

Sobre a relação entre o programa e a Unisinos Liane ressaltou a excelente parceria entre a universidade e o país coreano.  “A Unisinos é campeã de envio de estudantes para Coreia do Sul dentro do programa Ciência sem Fronteiras. Essa iniciativa é muito importante”, explicou a diretora do CNPq.

Fischer falou da importância do intercâmbio na vida dos estudantes e que esse momento deve acontecer com orientação da universidade. “A gente fica acompanhando aqui da Unisinos o que o aluno faz no exterior”, ressaltou. Segundo coordenador do programa na universidade, há um grande empenho para oportunizar aos estudantes a chance de fazer estágios lá fora, o que contribui para o aprendizado e o currículo dos graduandos.





Os alunos que participaram do bate-papo descreveram um pouco suas vivências fora do país e os benefícios de estar integrado ao programa Ciência sem Fronteiras. Ane Caroline Hoffmann, estudante de Engenharia de Alimentos viveu um ano na Coreia do Sul e fez estágio em duas empresas durante o período. “Eu não sabia o que era a Coreia, fui de curiosa mesmo. Independente do choque cultural, não me arrependi em nenhum momento. Foi uma grande experiência”, relatou.

Bernardo Silveira Botelho
morou nos Estados Unidos por um ano e estudou em duas universidades diferentes durante o tempo em que viveu fora do Brasil. Para o estudante de Ciência da Computação , “a oportunidade de participar do programa foi sensacional”.

A experiência de Vinicius Naressi Pavanelo, aluno de Engenharia Mecânica foi no Reino Unido. O estudante destacou em sua fala as diferenças entre o Ciência sem Fronteiras e outros programas de intercâmbio e mencionou o tempo de permanência em outro país e a troca acadêmica e cultural como um dos importantes diferenciais do programa. “O Ciências sem Fronteiras é completamente diferente de qualquer outro intercâmbio, pela troca e a possibilidade de aplicar lá o que a gente aprende aqui na universidade. Recomento bastante”, concluiu.


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