.Fronteiras do Pensamento

09/10/2008 · 10:16
Fronteiras do Pensamento com Carpinejar e Pedro Gutiérrez
Encontro acontece na segunda-feira (13/10), no Salão de Atos da Ufrgs
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Texto: Da Redação


Poetas que devoram seus leitores por entre as páginas de seus livros, o brasileiro Fabrício Carpinejar e o cubano Pedro Juan Gutiérrez são os palestrantes do próximo encontro do Fronteiras do Pensamento Copesul Braskem 2008, que acontece na segunda-feira (13/10), às 19h30, no Salão de Atos da UFRGS. Carpinejar abordará o tema As palavras são meu álbum de família: defesa de uma ecologia poética, enquanto Gutiérrez fala sobre Vida e literatura.

O poeta, jornalista escritor e coordenador do curso de Formação de Escritores e Agentes Literários da Unisinos, Fabrício Carpinejar, nasceu em Caxias do Sul, em 1972, filho dos poetas Maria Carpi e Carlos Nejar. Anos depois, ninguém poderia imaginar que o garoto que só tirava D nos ditados se tornaria um dos mais importantes autores brasileiros. Adotou como nome artístico a junção de seus sobrenomes em sua estréia poética, As solas do sol (Bertrand Brasil, 1998). Em 2003, publicou, pela editora Companhia das Letras, a antologia Caixa de sapatos, que lhe deu notoriedade nacional. É autor de Um terno de pássaros ao sul (Escrituras); Terceira sede (Escrituras) e Porto Alegre e o dia em que a cidade fugiu de casa (Alaúde), entre outros. Recebeu prêmios como o Fernando Pessoa, da União Brasileira de Escritores (1998); Destaque Literário da 46ª Feira do Livro de Porto Alegre (2000); Cecília Meireles, da União Brasileira de Escritores (2002); Prêmio Açorianos de Literatura (2001 e 2002) e Prêmio Nacional Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras (2003), com Biografia de uma árvore, escolhido o melhor livro de poesia de 2002.

Artista visual e escritor cubano, autor da obra Trilogia suja de Havana (O rei de Havana, O insaciável homem-aranha e O ninho da serpente), Pedro Juan Gutiérrez é reconhecido internacionalmente como um dos autores mais talentosos da nova narrativa latino-americana. Nascido em 1950, começou a escrever aos 18 anos ao perceber que a literatura era um refúgio privilegiado. Enquanto prestava serviço militar, cortava cana-de-açúcar, trabalhava com explosivos e ainda praticava boxe. De origem humilde, foi agricultor, trabalhador da construção civil, dirigente sindical, professor de desenho técnico e ator de rádio. Trabalhou como jornalista nos anos 80, visitando países como a União Soviética e a Alemanha Oriental, realizando coberturas para revistas, rádios, TV, jornais e agências de notícias cubanas. Dedicando-se nos últimos anos exclusivamente à pintura e à escrita, nunca abandonou o centro de Havana, sua morada e grande inspiração. Sobre os comuns rótulos a sua ficção – machista, pornográfica, violenta – Gutiérrez esclarece: “Uso a linguagem do ponto de vista de quem fala. Meu ponto de vista é da gente comum e simples, da gente mais vulgar e pobre. Essas pessoas falam palavrões, usam linguagem vulgar. Brincam com o idioma, inventam palavras, frases e expressões. Violam as regras gramaticais”.

Leitor de Carpinejar, o escritor e professor de Literatura Brasileira do Instituto de Letras da UFRGS Luís Augusto Fischer diz que a leitura de sua poesia melhora as pessoas. “Carregada de meditação, de volúpia pela imagem, algum surrealismo, força narrativa, alguma tendência à sentença e à chave-de-ouro, a poesia de Fabrício Carpinejar quer acontecer em diálogo com o leitor, faz questão de enfiar raízes na vida real e daí tirar seu alimento.”

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