.Fronteiras do Pensamento

13/09/2012 · 14:06
Neurocientista britânica no Fronteiras
Baronesa Susan Greenfield palestra no dia 17/9
Tamanho da Letra
Texto: Da Redação
Imagens: Divulgação


“O cérebro humano é muito sensível ao ambiente, mudando a todo o momento em reação a ele. Então, as questões que deveríamos estar fazendo são: como a tecnologia está promovendo mudanças em nosso cérebro? Para que queremos a tecnologia e para que fim desejamos sua utilidade? Afinal, que tipo de sociedade queremos?”. Estas e outras indagações polêmicas serão levantadas pela baronesa, cientista e professora britânica Susan Greenfield em conferência do seminário Fronteiras do Pensamento, no dia 17/9, às 19h30, no Salão de Atos da UFRGS (av. Paulo Gama, 110). Mais informações no portal www.fronteiras.com ou pelo fone (51) 3019 2326.

Membro da secular Câmara dos Lordes, a psicofarmacóloga Susan Greenfield é uma das mais célebres neurocientistas do Reino Unido. Foi diretora da Royal Institution, sendo a primeira mulher a ocupar o posto máximo da tradicional instituição britânica. Professora de fisiologia do Lincoln College e de farmacologia sináptica na Universidade de Oxford, há anos dedica-se à investigação sobre os efeitos do envelhecimento, do ambiente e das drogas psicotrópicas sobre o cérebro.

Conhecida por popularizar a ciência com seus livros e documentários para a rede de televisão BBC, Susan Greenfield pesquisa a psicologia do cérebro com ênfase no estudo das causas do mal de Parkinson e do Alzheimer. A partir de seus estudos e da observação de pesquisas recentes, chegou à conclusão de que a geração que passa a vida toda através da tela terá um cérebro adaptado a um mundo que passa pela tela – ou seja, um mundo em que a empatia, a narrativa e o significado são menos importantes do que os conteúdos sensórios de experiências atuais. Para Greenfield, a internet está mudando a forma de pensar da humanidade, pois temos acesso imediato a fatos, mas sem necessariamente dispor de uma estrutura conceitual que os ligue. “Os fatos não se tornam conhecimento”, afirma a pesquisadora. Apesar de as crianças, por exemplo, digerirem a informação de maneira rápida, seus cérebros não são melhores do que o de um adulto capaz de entender e usar as informações de forma mais ampla e conceitual. “Quando eu era criança, a televisão era o centro da casa, assim como o piano vitoriano já o fora em outra época. Mas é muito diferente o uso de uma televisão, quando você está sentado em volta dialogando com os outros, do que quando você está no seu quarto olhando sozinho para um computador até duas ou três horas da manhã. Então, não critico as tecnologias, mas como estas estão sendo usadas, especialmente durante um tempo estendido”, completa.

Autora de The human brain, Journey to the centers of the mind, Private life of the brain, Tomorrow’s people: how 21st century technology is changing the way we think and feel e ID: The Quest for Identity in the 21st Century, Greenfield já recebeu 30 títulos honorários e o Michael Faraday Prize, concedido pela Royal Society. Além disso, criou três grandes companhias de pesquisa e biotecnologia: a Synaptica, a BrainBoost e a Neurodiagnostics. É também fundadora da instituição beneficente Science for Humanity, uma rede de cientistas que colabora para a criação de soluções práticas para problemas cotidianos de comunidades em desenvolvimento. Mais informações sobre seu trabalho estão disponíveis no endereço www.susangreenfield.com.

Mais Notícias

24/05/2013 · 17:33
Questão ambiental
20/05/2013 · 14:21
Sustentabilidade e ética
06/05/2013 · 09:45
Fronteiras do Pensamento 2013
17/04/2013 · 10:54
Pensar a Cultura
12/11/2012 · 16:18
Cidades cercadas de pobreza

Voltar
Rodapé - Links