.Fronteiras do Pensamento

23/08/2012 · 20:12
As crenças de Michael Shermer
Escritor é o próximo conferencista do Fronteiras do Pensamento, que acontece em 27/8
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Texto: Da Redação
Imagens: Divulgação


Astrologia, superstições, atividades paranormais, criacionismo e até a psicanálise podem ser alvos de um radical defensor da ciência como único método válido de explicação do mundo. Da imbricação entre neurociência e ceticismo científico, o psicólogo Michael Shermer propõe sua principal teoria – a de que o cérebro é feito para acreditar em qualquer tipo de coisa, seja ela verdadeira ou não –, a qual abordará em sua conferência do seminário internacional Fronteiras do Pensamento. No dia 27/8, às 19h30, no Salão de Atos da UFRGS (av. Paulo Gama, 110) o autor realiza conferência seguida de sessão de autógrafos do lançamento de seu mais recente livro, Cérebro e Crença.

Fundador da revista Skeptic, diretor-executivo da Skeptics Society – um coletivo que reúne 55 mil membros, entre cientistas e interessados na temática –, colunista da renomada revista Scientific American, professor da Claremont University e autor de uma dezena de livros a respeito dos mais diversos fenômenos, Michael Shermer é especialista em psicologia experimental, sendo conhecido nos Estados Unidos como apresentador e produtor da série de televisão Explorando o Desconhecido, do ABC Family Channel. Iniciou seus estudos em teologia e biologia, passando para a neurociência e psicologia após ter sido um evangelista cristão. Participante assíduo de competições ciclísticas como a Race Across America, que cruza os Estados Unidos de ponta a ponta, foi durante uma destas atividades que Shermer deu-se conta da necessidade de questionamento às inúmeras técnicas alternativas de cura que já havia utilizado para tratar uma sensibilidade muscular no pescoço, da qual sofrem muitos ciclistas inveterados. A partir daí, Shermer passou a denominar-se cético – ou seja, uma pessoa que busca compreender como o mundo funciona – e agnóstico, aquele que acredita naquilo que pode ser comprovado. “Como diz o biólogo Thomas Huxley, parceiro de Darwin e pai do agnosticismo, sou daqueles que acreditam em Deus como um problema insolúvel”, afirma Shermer.

Suas pesquisas estão publicadas nos títulos O outro lado da moeda, Por que as pessoas acreditam em coisas estranhas, Why Darwin matters, The Science of Good and Evil, In Darwin’s Shadow, The Borderlands of Science, Denying History, How We Believe e The Soul of Science.

Em Cérebro e crença, seu novo livro que será lançado no Fronteiras, Shermer afirma que nosso cérebro está programado para estabelecer crenças e reforçá-las como verdades absolutas, pois temos que fazer isso para sobreviver. Para tanto, estabelecemos associações, conexões, e criamos padrões – todos processos normais realizados também por outros animais. Mas, sem a ciência, é impossível saber se nossas crenças são verdadeiras ou não, e sendo ela uma criação relativamente nova, inventada há alguns séculos atrás, coloca nossas crenças em cheque, advindas de um cérebro que existe há milhões de anos. Portanto, fomos programados para estabelecer crenças de forma intuitiva e emocional, mas como alerta Shermer, “devemos ser céticos em relação à neurociência, à ciência e até mesmo ao ceticismo”, pois “o obscurantismo limita nossa capacidade de ousar e de superar nossas limitações. Sem a ciência não existe crescimento cultural ou material de uma sociedade”.

Mais informações sobre o Fronteiras do Pensamento no portal www.fronteiras.com ou pelo fone (51) 3019 2326.

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