04/05/2010 · 13:40
Liberdade de expressão
Dia Mundial da liberdade de Imprensa foi celebrado nesta segunda-feira 3/5
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Texto: Paloma Rühee
Imagens: Reprodução
A liberdade de expressão é um direito assegurado por lei, mas dezenas de jornalistas perdem suas vidas anualmente no exercício de sua profissão. Em 2009 cerca de 99 profissionais, segundo a Word Association of Newspaper (War), morreram em decorrer do seu trabalho. Em 2010, esse número já chega a 27. Isso sem contar aqueles que precisam fugir de seus países para não sofrerem retaliações.
O dia Mundial da Liberdade de Imprensa, celebrado nesta segunda-feira (3/5), reacendeu as discussões sobre o tema. Apesar dos direitos assegurados, questões políticas e facções criminosas ainda controlam, em muitos países, a liberdade de expressão dos veículos de comunicação. Correspondente da BBC Brasil no Oriente Médio, Tariq Saleh, egresso da Unisinos, fala como essa questão é abordado nos países daquela região: “Eu já fui detido por milícias quando estava cobrindo temas em áreas sensíveis. A liberdade de imprensa no Oriente Médio varia de país para país. Em geral é complexa e as restrições se dão de várias maneiras. Em alguns lugares, como Arábia Saudita, Síria, Líbia e Irã, não há liberdade, os veículos são em parte controlados pelo governo, ou pertencem a ele. No Líbano, onde moro, a imprensa pode agir mais livremente, mas eventualmente há casos de intimidações”.
Na América do Sul, como destaca Edelberto Behs, coordenador do curso de Jornalismo da Unisinos, profissionais também são constantemente impedidos de exercer suas funções. “O México, por causa dos cartéis de droga, e a Colômbia, em decorrência das ações das Forças Armadas Revolucionárias (FARC) e da situação de guerra civil que lá impera, foram apontados como dois dos países mais perigosos do mundo para o exercício do jornalismo. Essa, como mostram números e dados de diferentes organizações, pode ser uma profissão perigosa, dependendo o contexto onde ela é exercida.”
Para solucionar esse problema o tema precisa ser debatido não somente no dia Mundial da Liberdade de Imprensa, mas diariamente. “É preciso denunciar casos de violação do direito à informação, promover debates, mesas redondas e conferências sobre o assunto, seja no ambiente universitário, em meio à categoria ou na sociedade. É também preciso acabar com a confusão que a própria mídia, não raro, constrói, quando um dos próprios entraves à liberdade de expressão são os interesses dessa mesma mídia e seu viés ideológico”, finaliza Edelberto.
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