No final da tarde de terça-feira (6/9), os alunos do curso de Produção Fonográfica receberam a visita de Ticiano Paludo, professor e produtor musical. No encontro, que aconteceu na Área das Ciências da Comunicação, Ticiano contou um pouco de sua história, respondeu as perguntas dos alunos e deu diversas dicas para quem quer seguir a sua profissão.
“Estou super contente com a presença do Ticiano na universidade. É muito importante mantermos um diálogo entre as diferentes possibilidades de leitura de um mesmo assunto e entre instituições de ensino diferentes”, destacou Frank Jorge, co-coordenador do curso de Produção Fonográfica. Sob a temática O que é ser produtor musical, o convidado apresentou cases e falou sobre suas experiências em meio a um bate papo descontraído.
Ticiano iniciou sua vida profissional como músico. Em 1987, foi guitarrista de uma banda de heavy metal. Seus primeiros contatos com a produção se deram a partir disso. Formado em Publicidade e Propaganda, chegou a frequentar um curso de Engenharia Eletrônica. “Queria fazer algo ligado a música. Fiz a prova específica do curso de Música da UFRGS mas os avaliadores acharam que eu não tocava bem e que deveria estudar mais. Entrei pra Engenharia Eletrônica para poder construir pedais de guitarra, mas desisti”, contou.
O produtor musical foi descoberto em casa, a partir das produções caseiras feitas com aparelhagem precária e sem muita instrução. “Aprendi muito sobre produção vendo o trabalho de outras pessoas. Para ter uma perspectiva de futuro é preciso fazer o que gosta, pois isso é importante para resultar um bom trabalho”, afirmou. Ainda, segundo Ticiano, a profissão deve ser valorizada, pois, nos dias atuais, qualquer pessoa que tem acesso a um programa de edição pode se passar por produtor.
Com diversos prêmios nacionais e internacionais, Ticiano compõe trabalhos para dança, teatro, web, moda, instalações artísticas, produz bandas e artistas e é multi-instrumentista. “Para trabalhar com produção musical é preciso conhecer os instrumentos e os arranjos. Também é importante nos sentirmos bem no local em que estamos gravando e gostar do material que vamos produzir”, ressaltou.