Essas aplicações são muito usadas para guardar endereços de URL de sites, que podem ser acessados pelo celular. Ao invés de digitar o endereço, o usuário fotografa a imagem contendo o QR code com a câmera do seu celular, e um software instalado no aparelho decodifica a mensagem e a transforma em informação textual. Esses programas podem ser baixados na web, há diversos sites que oferecem leitores de QR Code. A principal vantagem é que mesmo com uma câmera de baixa resolução e uma imagem pequena o código pode ser interpretado.
“Foi justamente este o uso que fizemos na QR Expo. Como os vídeos foram criados para serem visualizados em telefones celulares, não faria sentido fazermos uma exposição com telas de LCD ou projetores. Também não havia a possibilidade de deixarmos à disposição do público aparelhos celulares para a visualização dos vídeos. A solução mais rápida e de menor custo foi disponibilizar o endereço em que os vídeos estão hospedados na web, para serem acessados, via telefone celular, no local da exposição. Como estes endereços são grandes e chatos de digitar no celular, o código QR mostrou-se como uma boa solução”, comenta Tiago.
Apesar da tecnologia ainda ser nova e poucas pessoas terem em seus aparelhos celulares os leitores de QR Codes, o professor ressalta que essa forma de exposição se encaixa perfeitamente com o curso de Comunicação Digital. “A QR Expo é uma instalação artística que tem também a pretensão de instigar a curiosidade em relação ao significado dos códigos e de incentivar a reflexão sobre o papel que as tecnologias digitais podem ter em nossas vidas, seja para fins de trabalho, de comunicação, de entretenimento ou artísticos.”