.Graduação

18/10/2013 · 15:58
O aquecido mercado de aplicativos
Profissionais de Comunicação Digital têm investido e obtido sucesso na área
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Texto: Cândida Portolan
Imagens: Christiaan van Hattem

Tecnologia, praticidade e inovação são palavras usadas para definir a atualidade e as novas exigências do mercado, cada vez mais competitivo. Pensando nisso, inúmeras iniciativas têm investido em tais aspectos, conquistando espaço e sucesso no mercado digital, que necessita de profissionais e produtos qualificados. Uma das áreas mais prósperas, segundo Daniel Bittencourt, coordenador do curso de Comunicação Digital da Unisinos (Comdig) , é a de desenvolvimento de aplicativos.



O desenvolvimento dos aplicativos ou apps, como são conhecidos, envolvem diferentes frentes de atuação, desde os projetos até a programação dos softwares. A primeira fase, a de projeto, consiste na elaboração do aplicativo. É nesse momento que ele será pensado, articulado e desenhado. Cabe ao profissional pesquisar as necessidades do cliente, refletir sua funcionalidade e definir o design. A segunda etapa é a programação, que trata da codificação do software, ou seja, de dar vida ao aplicativo.

As vantagens para quem se dedica à criação de apps são inúmeras, explica Bittencourt, “esse mercado gera receita recorrente. Por um lado, a prospecção de clientes a partir da prestação de serviços. Por outro, consequentemente, um menor desgaste para reunir recursos, uma vez que o mesmo produto está disponível para diferentes clientes”. Além disso, incentivos do governo, como isenção de impostos para celulares com a tecnologia Android (que comportam os aplicativos), vêm aquecendo o comércio de aparelhos e aumentado a exigência (e demanda) por inovações. Atualmente, relata o coordenador, o número de solicitações por aplicativos é maior do que a disponibilidade de profissionais capacitados para atendê-las, “o que acaba influenciando positivamente na remuneração de quem atua na área e na inovação em cursos que formam esses profissionais”, completa Daniel Bittencourt.

Os aplicativos na prática

Tiago Moresco sempre desejou trabalhar com planejamento em comunicação. Chegou a cogitar o curso de Publicidade e Propaganda, mas foi em Comdig que descobriu suas afinidades com o mundo digital. Formado e efetivado em uma das empresas onde estagiou, foi convidado pelo colega Bruno Borella a abrir uma sociedade para o desenvolverem de aplicativos. Luís Konrad, também graduado em Comdig, se uniu à equipe. Nascia, assim, a Stout 26, “percebíamos uma carência por produtoras de apps no mercado local. Como tínhamos uma ideia de produto, as coisas foram acontecendo naturalmente, até que decidimos formalizar a empresa”, lembra Tiago.

O primeiro produto foi o Bem Cuidado, um app que oferece serviços de orientação para motoristas. Logo depois, surgiu uma oportunidade que deslancharia de vez o empreendimento. A Stout 26 participou do concurso Campus Labs, que integrou a programação do Campus Party 2012. A proposta era desenvolver um jogo que pudesse ser integrado ao Facebook, a fim de entreter os passageiros da empresa aérea Ibera, utilizando conteúdos institucionais, “fizemos um jogo de Super Trunfo Social, usando dados como frota, aeroportos e destinos operados pela Iberia. É possível convidar e jogar com amigos pelo Facebook. O app foi selecionado para disputar a final em Berlim, de onde saiu campeão”, detalha orgulhoso.

Para o futuro, a Stout projeta equilibrar cada vez mais o tempo que dedica para projetos solicitados por clientes e o tempo dedicado para projetos próprios, crescer, aprimorar e inovar. Para Tiago, o mercado coopera da melhor forma com essa meta, “o mercado para aplicativos tem um crescimento bem acentuado e ainda há bastante espaço para crescer, justamente porque pode ser feito app para basicamente qualquer funcionalidade. Esta amplitude de nichos aumenta a diversidade dos mercados em que podemos atuar”, conclui.

Números do mercado digital

De acordo com a Associação Brasileira das Agências Digitais (AMBRADI), a previsão é que até 2014 o Brasil esteja na quinta posição global em investimentos em publicidade digital, o que corresponde ao crescimento de R$ 5,7 bilhões. Os aplicativos, segundo Daniel Bittencourt, estão diretamente relacionados com esse aquecimento. A economia de apps deve dobrar de US$ 72 bilhões neste ano, para US$ 151 bilhões em 2017.


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