.Graduação

19/03/2013 · 16:40
Guardião da saúde
Farmacêutico, considerado fundamental para o bem-estar das pessoas, contribui para a formação da sociedade
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Texto: Pablo Furlanetto
Imagens: Maurício Montano

Bateu uma dor de cabeça. A primeira coisa que você pensa é em ir até a drogaria da esquina e pedir ao farmacêutico responsável o melhor medicamento para acabar com o mal-estar. É uma relação de confiança e, por vezes, até de amizade. Para se ter ideia da dimensão dessa credibilidade, basta olhar para a pesquisa de opinião feita pelo Datafolha/ICTQ - Instituto de Pós-Graduação para Farmacêuticos, em 12 capitais brasileiras: dos 107 entrevistados em Porto Alegre, por exemplo, 67% acreditam na importância de o estabelecimento contar com um profissional da classe. Da mesma forma, 64% o consideram fundamental para sua saúde.




O farmacêutico, porém, não atua apenas na farmácia (que, aliás, já conta com nichos, como análises clínicas e toxicológicas, medicamentos e alimentos). Essa é apenas uma das tantas possibilidades de trabalho. “O mercado é amplo e está em expansão, graças ao surgimento de novas oportunidades nas áreas de cosméticos, fitoterápicos, desenvolvimento de alimentos funcionais e pesquisa científica”, enfatiza a coordenadora da graduação da Unisinos, Ana Rita Breier. Independente da especialidade, o objetivo é um só: contribuir com a formação da sociedade por meio de ações de prevenção e promoção da saúde pública.

Filtro para os hospitais

Muitos não se dão conta, mas o farmacêutico ajuda a desafogar os hospitais. Afinal, o primeiro diagnóstico é feito por ele e, caso o problema do paciente não seja grave, a indicação de remédio também. “O papel fundamental do profissional é dispensar os medicamentos nos estabelecimentos, informando sobre o uso racional e realizando os serviços de atenção farmacêutica”, complementa Ana Rita. O especialista também desempenha o seu papel na farmácia hospitalar, análises clínicas e ambientais, indústria de alimentos, bancos de sangue, Unidades Básicas de Saúde (UBS), institutos de pesquisa e perícia criminal.





“Não existe farmacêutico desempregado”

A afirmação da professora Ana Rita Breier faz sentido, principalmente na indústria de medicamentos, que vem crescendo muito a cada ano, aumentando, assim, o número de vagas. Outro caminho é abrir o próprio negócio. E isso não significa apenas uma farmácia, que pode ser de manipulação ou drogaria, mas também um laboratório de análises clínicas e toxicológicas, por exemplo.

Salário de acordo com atuação

A profissão de farmacêutico não tem uma remuneração que serve como base para quem inicia no ofício. “O salário varia bastante, conforme a área. O piso é distinto para atuação na indústria de medicamentos, laboratório de análises clínicas ou farmácia e drogaria”, explica Ana Rita. Segundo ela, quem trabalha com pesquisa e desenvolvimento de novos produtos nas indústrias e institutos de pesquisa é mais valorizado. “Os profissionais concursados para peritos também ganham mais”, finaliza a docente.


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