20/12/2010 · 15:00
Lua terá eclipse em 21/12
Professor do curso de Física, Luiz Augusto L. da Silva, explica o fenômeno
Tamanho da Letra
Texto: Luiz Augusto L. da Silva, físico e astrônomo, professor da Unidade de Ciências Exatas e Tecnológicas da Unisinos
Imagens: Reprodução
Na madrugada de segunda para terça-feira (de 20 para 21/12), cerca de 19 horas antes do solstício que assinala o começo do verão para o hemisfério sul, os gaúchos vão ter a oportunidade de visualizar um eclipse total da Lua. Será o segundo eclipse lunar deste ano. O primeiro, parcial, aconteceu na madrugada de 26/10.
Em um eclipse lunar total, o satélite natural da Terra realiza um trânsito completo por dentro da região de sombra que nosso planeta projeta naturalmente no espaço. De maneira geral, um eclipse nunca é igual a outro. No que ocorre em 21/12, a Lua terá seu primeiro encontro com a penumbra terrestre às 03h29min17s (horário brasileiro de verão). O evento, entretanto, só será notável com a entrada na sombra, marcada para às 04h32min37s. Pouco mais de uma hora depois, precisamente às 05h40min47s, tem início a fase total, com a Lua ficando totalmente encoberta pela sombra terrestre.
O meio do eclipse acontece às 06h16min57s, seguido pouco depois pelo ocaso da Lua em Porto Alegre e região metropolitana, às 06h24. Vai ser impossível assistir o fenômeno por completo, embora os habitantes das regiões mais a oeste do estado possam prorrogar a visualização por mais alguns minutos. A Lua começará a emergir da sombra às 06h53min08s, ficando completamente livre dela às 08h01min20s. A saída da penumbra, etapa imperceptível que assinala o final do eclipse, acontecerá às 09h04min31s.
Neste fenômeno a Lua transitará pela metade norte da sombra terrestre, evitando o centro geométrico da umbra. A fase total vai durar cerca de 1h13, o que caracteriza o eclipse como de média duração. Nos eclipses lunares totais mais longos, a fase total pode durar mais de duas horas!
Em função do desvio da luz solar pela atmosfera terrestre, a região da sombra nunca é completamente escura. Uma quantidade variável de luminosidade pode ser refratada para dentro da umbra, dependendo da quantidade de nuvens e de poeira existentes na atmosfera terrestre. Geralmente os eclipses lunares são mais escuros depois de grandes erupções vulcânicas. Dado que não foram registradas erupções importantes nos últimos meses, os astrônomos arriscam o palpite de que a Lua ficará com um tom vermelho-alaranjado durante seu passeio por dentro da sombra.
O próximo eclipse lunar, vai acontecer em 15/6. Ele será total e poderá ser completamente visível desde a América do Sul, se as condições meteorológicas permitirem.
Em 2011, acontecem seis eclipses. Quatro deles são parciais do Sol (em 4/1, 1º/6, 1º/7 e 25/11), todos invisíveis desde o Brasil. A Lua terá dois eclipses totais. Além do dia 15/6, outro evento similar ocorrerá em 10/12, este último com visibilidade no Oceano Pacífico e na Austrália.
Comentários
Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar!