De acordo com o Seminário Internacional do Consórcio da Deficiência e do Desenvolvimento (IDDC), sobre educação inclusiva, que aconteceu em 1998, na Índia, só pode ser considerado inclusivo, o sistema que reconhecesse que todas as crianças podem aprender; que respeite as diferenças; que disponibilize estrutura, sistema e metodologias de ensino para atender a necessidade de todas as crianças e que promova uma sociedade inclusiva.
Em São Leopoldo existe o Fórum de Educação Inclusiva. Ele foi criado para tratar da metodologia utilizada no ensino de pessoas com necessidades especiais, e promoveu, hoje, sua primeira plenária, com a apresentação e votação da sua Carta de Princípios. O evento foi realizado na Biblioteca Municipal de São Leopoldo, e contou com a presença de Fabiane Bitelo, do Conselho Municipal de Educação de São Leopoldo (CME/SL), Nestor Schwertner, da Câmara de Vereadores de São Leopoldo e Leocádia, da Secretaria Municipal de Educação (SMED/SL), na cerimônia de abertura, além da apresentação artística dos alunos da APAE.
O curso de Pedagogia da Unisinos, parceiro do fórum, marcou presença evento. De acordo com a coordenadora do curso, Maria Claudia Dal’Igna, essa parceria serve para mostrar como a Unisinos está articulada com a ação social e com a comunidade. “Parcerias desse tipo servem, também, para qualificar os nossos professores”, aifrma.
O evento contou com a presença da socióloga Beatriz Rosane Lang, que participou do painel Educação, Inclusão e Diversidade. Dentre os tópicos abordados estavam: direitos humanos, direito à igualdade, à educação... Rosane ressaltou a importância desses temas: “Precisamos trabalhar a questão dos direitos humanos, pois há um desconhecimento desses. É preciso garantir que todas as pessoas tenham seus direitos estruturais para viverem com dignidade e exercerem seus deveres de cidadãos. Além disso, é essencial que haja o direito humano à educação inclusiva e diversificada”.
No decorrer da palestra, Rosane levantou várias questões sociais importantíssimas para que seja promovida a inclusão educacional diversificada. Não obstante, fez uma afirmação pontual: “Não concordo com o MEC quanto à utilização da palavra “especial” para se referir a crianças com deficiência. Parece que existe uma diferenciação, e isso é o que, justamente, não queremos”.
Todo ser humano tem direitos. É cidadão quem tem acesso aos seus direitos. Essa é a diferença entre ser ser humano e ser cidadão. Um direito não é mais importante que o outro, todos são essenciais. Somos todos iguais, e o motivo pelo qual nos vemos diferentes dos demais está relacionado a diferenças ambientais, a mudanças da nossa pele e às diferentes culturas existentes. Pelo simples fato de sermos seres humanos, já nascemos com os nossos direitos. A Educação Inclusiva está aí para promover essa igualdade numa sociedade preconceituosa e, em absoluto, diversificada.