Na noite de sexta-feira (19/11) foi realizada uma das palestras mais esperadas do Game Development School (GDS) 2010, “Tributação no Mercado de Jogos Digitais”. A atividade contou com a presença de Moacyr Alves Jr, idealizador do movimento Jogo Justo, Luis Carlos Busato, deputado federal e Marcos Khalil, CEO da UZGames, uma das maiores empresas distribuidoras de jogos da América Latina.
O alto valor cobrado pelos jogos de videogame no Brasil incomoda e desestimula os apreciadores desse tipo de cultura. Motivado por uma revolta pessoal, o administrador aficionado por games Moacyr Alves Jr idealizou o Jogo Justo. O objetivo do projeto é mostrar, por meio de um relatório baseado em informações comerciais de desenvolvedores e lojistas, que o mercado de games nacional tem um belo futuro. A ação ganhou, em pouco tempo, o apoio de grandes empresas do ramo do entretenimento e reuniu centenas de jogadores que abraçaram a causa. “O Jogo Justo hoje deixou de ser um projeto e transformou-se em movimento. Conquistamos espaço e já tem países com medo disso, pois eles sabem do enorme potencial que temos aqui” afirmou Moacyr.
A capacidade dos profissionais brasileiros foi tópico constante na palestra. Todos os integrantes da mesa redonda apontaram a competência que existe por aqui. Para exemplificar a afirmação foi citado o caso de Alex Kipman, funcionário da Microsoft, responsável pela criação do Kinect. A invenção de Kipman faz com que jogadores de Xbox dispensem os controles e utilizem o próprio corpo para jogar.
O primeiro político que se sensibilizou com a causa e ofereceu seu apoio foi Busato. A preocupação com o desenvolvimento dessa indústria no país, a geração de mais empregos e renda motivou o deputado e o trouxe para a luta. “Precisamos fazer com que os jogos eletrônicos sejam vistos com bons olhos pelo governo. Aqui eles são taxados como jogos de azar sendo que são, na verdade, uma forma de cultura difundida em vários lugares”, ressaltou.
Marcos Khalil, amante e colecionador de jogos, também é um militante dessa luta. Sua contribuição para o movimento foi fundamental: ele conquistou o apoio de diversos publishers, levou Moacyr para grandes eventos internacionais do ramo e o apresentou a executivos de importantes empresas do mercado. Em suas reflexões, Marcos chamou atenção para o preconceito que existe com o Brasil. “Essa discriminação precisa partir de nós mesmos. Temos que parar com o pensamento de que só é bom o que é produzido lá fora. Nós somos bons, temos originalidade, bons profissionais. Apesar da falta de atenção, o país tem um grande potencial para produzir jogos e conquistar o mercado”, destacou.
Ao final da palestra, os participantes fizeram questionamentos e foram atendidos pelos palestrantes. Ainda, o coordenador do curso de Jogos Digitais João Bittencourt aproveitou para declarar o apoio oficial da Unisinos ao Jogo Justo. Moacyr agradeceu a parceria e finalizou a atividade com a seguinte reflexão: “Nós temos apenas um tiro e temos que dar o headshot”.
Para mais informações sobre o Jogo Justo, acesse o site do movimento .
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