Pode alguém suportar o peso de algo que pese toneladas? E pode uma pessoa paraplégica voltar a sentir a sensação de andar? Sim, os dois cenários são possíveis. Depois que pesquisadores japoneses lançaram um exoesqueleto, um mecanismo robótico e humanóide que pode ser controlado por pessoas, a turma da disciplina de Engenharia Integrada 1: manufaturas resolveu tentar criar o mesmo produto na Unisinos.
O exoesqueleto é, geralmente, usado para fins militares e para potencializar tratamentos com pessoas que têm alguma restrição física. Isso porque o produto pode aumentar a força e o tamanho de uma pessoa, além de tornar possível movimentos através de controles remotos. “Um exoesqueleto permite que alguém volte a andar ou possa erguer algo muito pesado, por exemplo, acima da capacidade humana”, apontou Walter Andrey Fontana, vice-coordenador do curso de Engenharia Mecânica e responsável pela disciplina.
Tchesqueleto é o nome do produto criado pelos alunos de Engenharia Mecânica da Unisinos. “A turma participou desde o planejamento até a montagem e execução do produto. Fizemos uma engenharia reversa a partir do exoesqueleto construído pelos japoneses e nosso protótipo funcionou”, contou Walter.
O Tchesqueleto é uma espécie de extensão do corpo humano, ele “imita” braços e potencializa a força desses membros. “Ele é similar a um pantógrafo, um sistema de alavancas que amplifica o movimento. Nunca tínhamos feito um produto assim e agora podemos continuar a pesquisa para verificar as possibilidades de manufaturá-lo”, apontou o professor.
Exultosos com o resultado, os alunos produziram também um material com vídeos e fotos do processo de montagem do Tchesqueleto. Confira aqui.