.Graduação

28/05/2014 · 15:13
Educação Física e Copa do Mundo
Debate sobre o mundial teve como convidados Márcio Chagas da Silva e Mazaropi
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Texto: Gustavo Ev
Imagens: Rodrigo W. Blum

“Não imaginava que uma Copa viria para o Brasil”, fala Márcio Chagas da Silva, ex-árbitro de futebol e atual comentarista de televisão. A frase foi dita durante o debate A Copa é do mundo ou de todo mundo?, promovido pelos cursos de Educação Física da Unisinos (um dos quais Márcio é egresso), na noite de ontem, 27 de maio, no Auditório Sérgio Concli Gomes. A outra presença da noite foi de Mazaropi, ex-jogador de futebol e diretor da Secretaria de Esporte e Lazer do Rio Grande do Sul.


Mediado por Ednaldo Pereira Filho, coordenador do curso, a discussão começou com a apresentação de dois vídeos sobre o assunto, uma a favor da Copa do Mundo e outro contra. Logo após passou a palavra aos convidados. Márcio agradeceu o convite de estar presente e lembrou um pouco de sua vida acadêmica. “A Unisinos me proporcionou coisas boas em minha vida”, frisa. Sobre a inserção do profissional de educação física, ele acredita que a Copa possa dar condições melhores para o educador. “Nós, profissionais de educação física, interessados em trabalhar, temos uma boa oportunidade de botar em pauta debates para oportunizar condições”, destaca.

Aplaudido por todos quando chegou, principalmente pelos gremistas, Mazaropi se mostrou confiante na realização do evento. “Teremos uma Copa à altura, e vamos mostrar ao mundo a capacidade do Brasil em organizar”, disse. Mas também não esquece a realidade atual. “Os críticos discutem, mas não é a Copa que causou esses problemas. Eles se arrastam há décadas”, argumenta. “Alguns gastos foram exorbitantes? Pode ser. Mas acho que teremos retorno no país”, pontua.


Porém, o foco da palestra ficou em torno do racismo. Ednaldo introduziu o assunto mencionando que a Copa do Brasil, seria a Copa sem racismo. Nessa questão, quem se destacou foi Márcio. Vítima de racismo no início do ano, quando apitou um jogo pelo campeonato gaúcho, ele contou como foi o ocorrido e observa: “Esse fato acontece comumente, não só no futebol, mas no dia-a-dia.” Emocionado, falou sobre o impacto que sentiu com sua família e as atitudes tomadas a respeito. Ao final, foi ovacionado por uma plateia formada por professores e alunos. Mazaropi ainda complementa a questão racial no esporte. “É o maior retrocesso que nós temos”.



Para o mundial, Márcio se enche de expectativas. “Vai ser uma Copa para reverter o fato histórico no Brasil”, cita esperando que esse seja o legado. E Mazaropi quer uma imagem excelente do país. “Vamos mostrar ao mundo aquilo que temos de bom”, fala.


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