.Graduação

29/09/2011 · 13:04
Carreira promissora
Lançamento do curso de Relações Internacionais ocorreu na noite da terça-feira (27/9), na Unisinos Porto Alegre
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Texto: Danielle Titton
Imagens: Gustavo Diehl

Momento de questionamentos, esclarecimentos e trocas de ideias. Assim foi a noite da terça-feira (27/9), e deve também ser ao longo dos semestres: palestras, oficinas, encontros e eventos que complementam a rotina de sala de aula. No lançamento do curso de Relações Internacionais, que ocorreu na Unisinos Porto Alegre – sede das atividades da graduação - profissionais, futuros alunos e interessados puderam acompanhar os depoimentos do embaixador Claudio Lyra, da diplomata Camile Nemitz Filippozzi e do mestre em Relações Internacionais, Álvaro Augusto Stumpf Paes Leme.

De acordo com a coordenadora, professora Gabriela Mezzanotti, o objetivo do evento foi aproximar os interessados e dar a ideia exata do papel do internacionalista. “Além da carreira diplomática, os acadêmicos ainda podem atuar em um cenário maior, nas esferas privada (empresas que estruturam setores de internacionalização) e pública (prefeituras, órgãos do Estado, câmaras do comércio e sindicatos, por exemplo”, contou ela. O leque de possibilidades vai ao encontro do crescimento do mercado, que teve aumento considerável no número de oportunidades de emprego desde 2008.

A ascensão da carreira também foi ressaltada pelo professor Álvaro, que trouxe dados interessantes: nos últimos 10 anos a área evoluiu consideravelmente. São 112 cursos disponíveis no Brasil, 75% deles nas regiões Sul e Sudeste. “Relações Internacionais está entre os mais procurados, tanto em instituições privadas quanto federais. As bolsas de estágio têm valor acima da média de graduações tradicionais e estão disponíveis em empresas dos mais variados portes.”

A carreira no Itamaraty foi assunto trazido pela diplomata Camile Nemitz Filippozzi, segunda secretária do escritório da embaixada na capital gaúcha. Ela contemplou o concurso promovido pelo Instituto Rio Branco, existente desde 1946 (primeiro concurso público brasileiro), que dura cerca de cinco meses e enfoca diferentes temas como economia, sociologia, idiomas e política internacional. São dez testes (um objetivo e nove discursivos), que chegam a ter nove mil inscritos em todo o país. “É difícil, porém muito gratificante. Temos carreira estável e com uma gama incrível de temas a serem trabalhados. Sou muito feliz com minha escolha”, contou.

O diretor da Unidade Acadêmica de Graduação, Gustavo Borba, destacou a tradição da universidade em cursos que priorizam a proximidade entre alunos e professores, a transdisciplinaridade e interação com instituições de ensino no exterior. “O curso bebe de uma experiência de oito anos da Unisinos no desenvolvimento e oferta de graduações referência. Em outubro comemoramos cinco anos da Escola de Design e espero que, em 2016, possamos colher os frutos que estamos plantando hoje.”


Experiência em diplomacia

Com quase 50 anos de carreira, Lyra classificou os diplomatas como instrumentos do governo, fadados a olharem e participarem do mundo como agentes que representam seu país. A embaixada brasileira está presente em 120 países, totalizando 180 unidades e 1,6 mil diplomatas. Assim, em sua apresentação, abordou aspectos do trabalho diplomático no Itamaraty e fora dele, além da necessidade de qualificação na busca de melhores oportunidades.


O trabalho contempla áreas como política, economia, comércio, cultura, cooperação técnica, organização, protocolo e consular. “A diplomacia experimenta diferentes transformações, sobretudo nas formas de operar as relações internacionais. Hoje há cerca de 4 milhões de brasileiros morando no exterior e as embaixadas atuam como facilitadoras emitindo documentos, realizando casamentos, evitando discriminações. O profissional deve ser transdisciplinar e, como a atividade é milenar e complexa, sofre as transformações do mundo.”

De acordo com o embaixador, o Brasil, enquanto importante ator global, tem boas relações com as outras nações e vocação pacifista. “Somos uma nação sem preconceitos nem inimigos históricos. Porém, é importante que os diplomatas tenham preparo, conhecimento e capacidade para atender o que se espera deles e não acreditar que conhecimento seja sinônimo de conhecimento dos problemas dos outros.”

Saiba mais sobre o curso da Unisinos aqui


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