Entre os dias 21 e 24/8, alunos, professores e pesquisadores dos cursos de Engenharia Mecânica e de Energia estiveram presentes no III Congresso Brasileiro do Carvão Mineral. O evento ocorreu na Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FARGS), em Gramado, com o propósito de discutir tecnologias e possibilidades relativas à exploração desse recurso natural.
A ida do grupo foi promovida pelo curso de Engenharia de Energia da Unisinos. Dentre os integrantes, dois apresentaram trabalhos: Caterina Gonçalves Philippsen e Herson Vargas da Costa, ambos do Programa de Pós-Graduação (PPG) em Engenharia Mecânica. A exposição de Caterina, intitulada “Estudo do desempenho de correlações de arrasto sólido-gás na simulação numérica de um leito fluidizado borbulhante”, é parte de sua pesquisa de dissertação de mestrado realizada juntamente com os professores Paulo Conceição, Maria Luiza Sperb Indrusiak e Flávia Zinani (orientadora). “No congresso, além de interagir com pesquisadores da área, tive a possibilidade de mostrar o meu trabalho e de conhecer os que estão em andamento no país e no exterior em relação à utilização do carvão mineral como fonte de energia”, afirma a mestranda.
Os alunos da graduação em Engenharia de Energia, Rosele Argenta Sodré e Eduardo Lira dos Santos, tiveram boas impressões do evento. Rosele, que esteve pela primeira vez em um congresso, garante que valeu a pena participar: “Tinha uma expectativa em saber como funcionava na prática. Foi uma experiência interessante, havia focos diversos nas apresentações, mas o que mais me chamou a atenção foi a preocupação em utilizar, da melhor maneira possível, as reservas deste recurso no Brasil. Acredito que o congresso veio pra mostrar que o país tem carvão com um potencial energético considerável, e que deve investir em pesquisas para sua melhor exploração e utilização”, conclui. E Eduardo complementa: “Despertou em mim um novo olhar sobre essa fonte primária de energia. Lá, descobri que várias são as pesquisas em desenvolvimento com o principal objetivo de minimizar os impactos gerados ao longo do ciclo do carvão, desde a extração até os rejeitos”.
Além da exposição de trabalhos científicos e tecnológicos, os participantes puderam discutir tópicos atuais sobre o carvão, cujas reservas conhecidas situam-se, principalmente, nos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, onde está em andamento a implantação do Centro Tecnológico do Carvão Limpo. “As reservas brasileiras são, em energia, maiores do que as de petróleo, mesmo considerando o pré-sal”, salienta a professora Maria Luiza Indrusiak.