O estudo da Global Information Security (2010) destaca que a crise financeira mundial e a ebulição das redes sociais estimularam os investimentos em segurança da informação nos mais diversos setores da economia. O levantamento ouviu 692 executivos das áreas de TI e negócios que atuam no Brasil, de um total de mais de 7,3 mil em todo o mundo.
Com os resultados foi possível desenhar um panorama interessante do país: do total de executivos, quase metade (44%) confessa a existência da preocupação com a segurança da informação. Desses, 27% projetam crescimento de, aproximadamente, 10% em investimentos na área ainda para 2010. Já 16% dos entrevistados estimam incremento de 30% no orçamento e 12% deles projetam valores acima de 30% para o setor.
Prova da expansão dos investimentos, a gaúcha Neteye, especializada no setor de tecnologia e segurança da informação, viu um crescimento médio de 40% nos negócios, só nos primeiros sete meses deste ano. Conforme Fábio Santini, idealizador do software e diretor presidente da empresa, a porcentagem representa a marca dos 20 mil computadores em rede protegidos. O produto desenvolvido por Santini ganhou novas versões desde 2005, em função da alta procura por segurança nas informações corporativas que empresas de pequeno, médio e grande porte vêm buscando.
Mesmo em elevação a atenção das corporações para a segurança da informação, ainda se mostra como o calcanhar de Aquiles de muitas empresas. Uma pesquisa realizada pela norte-americana Cyber-Ark revela que parte dos furos na rede de proteção das informações é proporcionada por antigos funcionários. Além disso, o descuido com o armazenamento dos dados, muitas vezes espalhados em diferentes computadores e dispositivos móveis, somado à desatualização de softwares de proteção, é um forte componente que auxilia no vazamento de segredos empresariais.
Cláudio Márcio Wocikowski, líder de infraestrutura da Benner Soluções, companhia de gestão, planejamento e soluções de seugurança, garante que todos têm responsabilidades com os dados das empresas. “As gerências, os colaboradores e os softwares precisam estar prontos para o fato de que a informação pode ser uma moeda valiosa, a ponto de ser roubada e de várias formas” diz. Da preocupação para a ação, a própria Benner, com a ajuda do software gaúcho Neteye, está implantando um setor especializado em política de segurança. Na visão de Wocikowski, esse deveria ser um movimento copiado por outras companhias de TI.
Tamanho é o interesse por sigilo das empresas que se tornam comum os contratos preverem a proteção de dados, repassados as companhias de gestão da informação. Além de dar o máximo de garantias aos clientes, as empresas que investem em TI estão conquistando não apenas segurança, mas credibilidade.