16/07/2010 · 15:12
Mais próximos do mercado de trabalho
Projeto Pescar capacita jovens para exercer atividades profissionais
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Texto: Paloma Rühee
Imagens: Paloma Rühee
Tudo começou em 1976, depois que Geraldo Linck, empresário fundador da Linck S.A., viu um senhor ser assaltado por menino no centro de Porto Alegre. Naquele momento, ele teve a ideia de criar um projeto que ajudasse jovens, em condição social vulnerável, a ter uma profissão e deixar de se marginalizar. Assim nasceu a primeira turma do Projeto Pescar, um sistema que permite a capacitação de adolescentes de baixa renda para exercer uma atividade profissional. Nesta sexta-feira (16/7), uma equipe do Pescar esteve no Complexo Tecnológico Unisinos Unitec apresentando as diretrizes do programa para a universidade e as empresas do Tecnosinos.
Voltado para jovens de 16 a 19 anos, o projeto é um sistema de franquia social que permite que as empresas abram um espaço para a realização de cursos profissionalizantes em oito áreas de atuação: indústria, comércio, comunicação, construção civil, gestão, informática, turismo e hospitalidade e imagem pessoal. “Para fazer parte do Pescar, o adolescente interessado precisa atender alguns requisitos: estar estudando, ter um endereço fixo, atender a renda per capita por família exigida no programa e não ser filho de um funcionário das entidades franqueadas”, destaca Marcelo Barreto, analista de expansão do projeto. O objetivo do programa não é apenas capacitar profissionalmente, mas, principalmente, devolver a cidadania a esses jovens.
A duração do curso é de 8 a 11 meses, com um custo médio de R$ 6mil para uma turma de 20 alunos. As empresas interessadas em participar do projeto tornam-se uma espécie de franqueada, abrindo uma unidade do programa dentro do seu empreendimento. “Ao final desse período, muitos desses jovens acabam sendo empregados pelas próprias empresas onde fizeram a capacitação, ou são encaminhados para outras instituições. O nosso índice de empregabilidade chega a 70%”, enfatiza Edgar Bortolini diretor do Pescar.
O projeto, além de ajudar esses adolescentes a mudar sua condição social, acaba contribuindo para o problema de falta de mão de obra qualificada que existe hoje em muitos setores. Segundo Susana Kakuta, diretora executiva do Parque Tecnológico São Leopoldo – Tecnosinos, a iniciativa do Pescar acaba fazendo com que as empresas formem profissionais especializados nas áreas que elas mais precisam. “Aqui no Tecnosinos, como em muitos lugares, falta recursos humanos de qualidade. Apoiando um projeto dessa magnitude, empresa e sociedade estarão ganhando”, completa.
O reitor Marcelo Fernandes de Aquino também destacou a importância da inserção das empresas dentro desse programa, pois dessa maneira estaremos ajudando a transformar a situação de muitos jovens. Desde sua criação, o Pescar já formou mais de 15 mil adolescentes, em 120 unidades espalhadas pelo Brasil. As negociações com as empresas do Tecnosinos devem continuar nos próximos dias.
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