.Inovação e Tecnologia

30/05/2014 · 14:34
Negócios Internacionais
Estudantes da Unisinos participam da quarta edição do Global Business Project no Brasil
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Texto: Betina Albé Veppo
Imagens: Rodrigo W. Blum

Franko Tal é de Israel; Gaurav Parbat e Ayus Goel, da Índia; Gabrielle Varga e Rovian Zuquetto, do Brasil. Esse é o time de embaixadores do Global Business Project, que, desde fevereiro trabalha em conjunto para analisar novos desafios e oportunidades de negócios no Brasil. Durante as duas últimas semanas, o grupo esteve no campus São Leopoldo prestando consultoria empresarial para a SAP. Além dos participantes do projeto alocados no campus, outro grupo trabalha em parceria com o Grupo RBS. O GBP é um consórcio formado por Escolas de Negócios dos EUA e parceiros internacionais com o objetivo de promover a educação para negócios de todo o mundo e relacionamento intercultural entre alunos de pós-graduação.



A Unisinos é a primeira instituição do Brasil a firmar parceria com o GBP. O objetivo do programa é capacitar alunos de pós-graduação de Escolas de Administração em projetos de negócios internacionais através de uma experiência real de consultoria. Gabrielle relata que esta edição do projeto está em andamento desde fevereiro. “Os participantes se encontraram pela primeira vez em Washington, onde a comissão organizadora apresentou nosso case”, explica. De fevereiro a maio, os estudantes trabalharam virtualmente as questões empresariais e agora eles se encontram para o levantamento dos resultados obtidos.  

Gabrielle, assim como seus colegas, alega que participar do GBP é uma grande oportunidade de trabalhar com pessoas de diferentes origens, países e escolas, que estão no mesmo nível acadêmico e com interesses na mesma área. Além disso, revela-se uma experiência em negócios internacionais que visa ao complemento da experiência profissional e acadêmica dos participantes. “Em questão profissional, para mim, a experiência foi fenomenal. Eu trabalhei na indústria da tecnologia da informação antes, mas eu nunca tinha estado em contato com a área dos negócios especificamente. Era uma grande oportunidade ter entrado de cabeça num projeto como esse, especialmente por ser uma empresa do porte da SAP, que é muito reconhecida na Índia”, relata Gaurav.

Com perspectivas externas e acesso a brilhantes profissionais da área de negócios, a SAP também foi beneficiada. “Queremos melhorar o nosso processo de inovação com nossos clientes. Desta forma, a parceria da SAP com o GBP e o trabalho desenvolvido pelos participantes nos ajudou a entender melhor o mercado”, relata Daniel Duarte, head of innovation and customers experience, trazendo de exemplo empresas startups. “A SAP nunca pensou no uso de startups como agora. Nós planejamos trazer isso para dentro do nosso ecossistema como forma de desenvolver soluções para os nossos clientes. Então fizemos pesquisas no mercado externo, abrangemos consumidores, parceiros e nosso público interno, para entender como nós podemos nos aproximar do aperfeiçoamento dessas ferramentas rumo a inovações”.

Gabrielle assinala que o projeto oportuniza o contato com uma vasta gama de profissionais dos mais diferentes lugares do mundo. “Apesar de todos estarem cursando o MBA em universidades americanas, trazem diferentes pontos de vista dos Estados Unidos, de seus países natais e de cultura mundial, trazendo significativas contribuições”, aponta. Um dos principais tópicos destacados por eles foi a troca de experiências e oportunidades de aprendizado. Rovian comenta: “Além de estarmos trabalhando com inovações na área e com diversas pessoas de todo o mundo, temos a oportunidade de praticar inglês em tempo integral, o que agrega muito ao currículo. Hoje, é fundamental que saibamos a língua e, aqui no Brasil, é mais difícil que tenhamos com quem praticar a toda hora”. Franko, que é fluente em inglês, destaca que vir para o Brasil foi muito bom para que ele melhorasse o seu português. “Morar no Brasil foi bom para que eu pudesse quebrar paradigmas. Quando disse para os meus amigos em Israel que viria para cá, eles disseram: ‘Mas por quê? Tem muito tiroteio e favela’. E quando a gente chega aqui, vê que o Brasil não é só isso. Acho legal essas trocas de culturas, pois também sei que brasileiros têm conceitos preconcebidos de Israel”.

Na década de 90, Lynne Gerber organizou um grupo de alunos americanos que já tinham se diplomado nos cursos de MBA dos EUA para realizarem um período de trabalho fora do país. O objetivo era fazer com que os futuros executivos tivessem uma experiência internacional. Esse treinamento se transformou, há oito anos, no GBP, que, atualmente, reúne estudantes de pós-graduação diferentes países que prestam consultoria para grandes empresas, como Google, P&G e Hanes. Essa é a quarta edição de que alunos da Unisinos também participam.


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