.Instituto Humanitas

09/05/2013 · 11:40
O futuro é agora
Reitor participou do seminário em preparação ao XIV Simpósio Internacional IHU
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Texto: Greyce Vargas
Imagens: Rodrigo Blum


Uma turma atenta e pronta para dialogar. Lá na frente, um professor cativante que leciona, questiona e divaga. A sala estava tão cheia de gente querendo ouvir o professor que cativa que muitos ficaram de pé. “Tenho orgulho de ser Unisinos porque tenho um reitor que estuda”, destacou Edla Eggert, coordenadora do PPG em Educação. Isso porque o professor que manteve a atenção da turma era padre Marcelo Fernandes de Aquino.

O reitor participou do primeiro seminário em preparação ao XIV Simpósio Internacional IHU cujo tema será Revoluções Tecnocientíficas, Culturas, Indivíduos e Sociedades. Com a palestra “A modelagem da vida, do conhecimento e dos processos produtivos na tecnociência contemporânea”, padre Marcelo expôs o impacto da mecânica clássica na organização da sociedade humana e abre as perspectivas das mecânicas relativísticas e quântica sobre a sociedade da informação.

Para pensarmos o papel da universidade hoje, o reitor colocou a questão: “qual a imagem de humanidade que as próximas gerações terão?”. O ponto foi reiterado pela professora Sofia Stein. “O futuro é um desafio para toda a humanidade. Vivemos num século estranho, muito rápido e, por isso, a utopia é importante. Não temos mais presente o que queremos ser, que homem queremos ser. Por isso, precisamos voltar às discussões utópicas”, disse.

Como um professor, o reitor quer ouvir. O IHU é um espaço nobre na universidade ao participar ousadamente do debate cultural em que se configura a sociedade do futuro. O ambiente perfeito para que padre Marcelo pudesse questionar o público e também para ser provocado sobre o papel da universidade na sociedade. “Os desafios que se apresentam à Universidade no processo de sua reinvenção pedem sua abertura ampla à sociedade, à consideração dos problemas por ela elencados, ao convívio direto com sua sustentabilidade financeira e ao estabelecimento de padrões de conduta que garantam sua especificidade. Pedem o despojamento de sua condição de única detentora do capital intelectual, embora seu principal agente”, afirmou.


Um a um, os professores-alunos debateram com o reitor e com o público sobre os caminhos que as universidades devem seguir para participar do desenvolvimento e do progresso sustentável do país. “O cientista social era avesso às ferramentas que as ciências nos deram para entender o mundo, como a estatística, a matemática e a biologia. Não há mais justificativas para nossa ausência”, apontou Adriano Naves de Brito, decano da Escola de Humanidades da Unisinos.

O diretor da Unidade Acadêmica de Pós-Graduação e Pesquisa, Alsones Balestrin questionou sobre como colocar a universidade como elemento propulsor, na cabeça do cometa, e, então, puxar o desenvolvimento social e econômico no Brasil. Padre Marcelo relembrou a palestra de José Luís Fiori em 2012 na Unisinos. “A vitalidade dos EUA passa pelas universidades”, disse o economista na ocasião.


Um dos pontos levantados pelo reitor é o da necessidade de mais interação das diversas áreas do saber dentro das universidades. Gostaria de ver isso acontecer dentro do meu tempo”, disse. Mas Beatriz Fischer, coordenador do PPG em Gestão Educacional lembrou: “Já estamos vivendo isso.” No mestrado profissional nessa área o desafio é interrelacionar a educação e administração, dois saberes tidos como distintos. “O caos não é caótico”, finalizou.

A palestra do reitor da Unisinos faz parte da programação do I Seminário do XIV Simpósio Internacional IHU, que acontece de 21 a 24 de outubro de 2014. A programação do seminário pode ser conferida em: http://unisinos.br/eventos/simposio-ihu/programacao.


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