.Instituto Humanitas

11/05/2012 · 12:41
Luta antimanicomial
Conquistas e desafios inspiram a edição 391 da Revista IHU On-Line
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Texto: Da redação
Imagens: Divulgação


Em 18/5 celebra-se o Dia Nacional da Luta Antimanicomial. A data enseja uma série de reflexões sobre saúde mental, desinstitucionalização e lutas em busca de uma sociedade mais justa e democrática. Na edição da Revista IHU On-Line desta semana, profissionais que pesquisam e atuam na área participam de um debate a respeito do conjunto da sociedade contemporânea.

Thomas Szasz, professor emérito da Universidade Estadual de Nova Iorque em Siracusa, abre a discussão com uma afirmação: a psiquiatria não pode ser reformada. Ela tem que ser abolida, assim como a escravidão. Para o filósofo italiano Massimo Canevacci, ninguém é totalmente normal, e a questão da doença mental não pode ser compreendida somente como um problema médico.

Osvaldo Saidon, psicanalista argentino, retoma a tradição libertária da luta antimanicomial e questiona se entramos em uma era pós-manicomial. A doutora Rosana Onocko Campos, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), destaca a importância de se valorizar a fala, o conhecimento e a trajetória das pessoas para se construir um outro tipo de saúde mental.

A diretora do Departamento de Ações em Saúde (DAS) da Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul, Sandra Fagundes, pondera que o estigma da loucura ainda não foi superado e comenta a experiência gaúcha no contexto antimanicomial. O nascimento do capitalismo e da internação dos excluídos é a temática abordada pelo psicólogo Osvaldo Gradella Júnior, da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp).

Fábio Alexandre Moraes, psicólogo e professor na Unisinos, compreende a luta antimanicomial como uma luta ético-política. Ele detecta o nexo entre o modelo capitalista de trabalho e o surgimento da doença mental. O psicólogo Bernardo Malamut adverte que “novos desviantes sociais” poderão ocupar o lugar discursivo antes reservado aos loucos.

O psiquiatra José Jackson Sampaio Coelho, da Universidade Estadual do Ceará (UECE), menciona que, em condições históricas que podem tornar tudo num “manicômio”, é preciso repensar o poder do psiquiatra e da psiquiatria sobre a equipe e o cliente. Martinho Braga Batista e Silva, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), retoma o Caso Damião Ximenes e a condenação do Brasil por violação dos direitos humanos.

Tempos e ritmos de ver: cegueira e visibilidade no mundo contemporâneo é o artigo de Adriana Melo, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e Maria Teresa F. Ribeiro, da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Fernanda Azeredo de Moraes debate O clube da luta (David Fincher, 1999), e Marcelo Fabri, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), descreve alguns aspectos da temática que abordará no dia 10/5, falando sobre a alteridade radical de Levinas e a ética racionalista de Husserl.

A obra Uma sociologia indignada. Diálogos com Luiz Werneck Vianna (Juiz de Fora, 2012) inspira a entrevista com seus organizadores, Rubem Barboza Filho, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), e Fernando Perlatto, do Centro de Estudos Direito e Sociedade (Cedes/PUC-Rio).

As quatro décadas de vivências na Unisinos são rememoradas por José Alcides Renner, professor do curso de Direito.

Confira o conteúdo da revista no site do IHU.


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