“O quadro político da América Latina, considerando os últimos anos, é de mudança. Nós temos 11 presidentes que foram eleitos nesse período, alguns deles reeleitos, e que deslocam as elites do poder, trazendo uma agenda nova, muitas vezes calcada nas demandas da maioria. Em alguns casos, essa maioria é composta por uma maioria étnica, como são os indígenas na região Andina, no Equador e na Bolívia. Então, temos um quadro político que felizmente rompeu com a uniformidade calcada no neoliberalismo e que hoje permite à América Latina repensar o seu futuro, o seu projeto de desenvolvimento e as suas formas de integração.” A constatação é do cientista social Silvio Caccia Bava, na entrevista publicada na edição nº 292 da revista do Instituto Humanitas Unisinos, IHU Online, que tem como tema de capa “América Latina, hoje”.
Além dele, contribuem na descrição do atual panorama político, econômico, social e religioso da América Latina Adrián Padilla Fernández, da Universidade Simon Rodriguez, na Venezuela, Alfredo Molano, sociólogo e jornalista colombiano, Héctor-León Moncayo, economista colombiano, Raúl Zibechi, jornalista uruguaio, René Cardozo, jesuíta, politólogo boliviano, o paraguaio José Maria Blanch e o teólogo indígena mexicano Eleazar López Hernández.
Completam a publicação as entrevistas com Roberto Efrem Filho, da Universidade Federal de Pernambuco (Ufpe), sobre a relação existente entre mídia e política a partir de uma análise das capas da revista Veja, durante os mandatos de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, e com Eliana Yunes, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, que acaba de lançar a obra Bem e mal em Guimarães Rosa.
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