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23/05/2012 · 15:43
Desejo e violência
Na Revista IHU On-Line #393, a reflexão sobre o trabalho do filósofo René Girard
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Texto: Da Redação
Imagens: Divulgação


A Revista IHU On-Line desta semana traz uma discussão da atualidade e a importância da obra de René Girard. Professor emérito da Universidade de Stanford, tem sua obra, conhecida pela teoria mimética, atualmente sendo amplamente divulgada pela Biblioteca René Girard, uma realização da editora E Realizações e da Fundação Imitatio. O pensamento de Girard permite, sem dúvida, pensar com acuidade e pertinência aspectos fundamentais da contemporaneidade.

O professor da Faculdade da Companhia de Jesus (Instituto de Estudos Teológicos), de Bruxelas, Dominique Janthial, analisa Girard como leitor do profeta Isaías, e pontua de que modo a economia liberal apresenta uma exacerbação do desejo mimético, fonte da violência social. 

James Alison, teólogo católico, sacerdote e escritor, debate a possibilidade de uma fé para além do ressentimento. “Ao nos desvelar o mecanismo do bode expiatório, Girard nos oferece a possibilidade de fazer uma autocrítica institucional constante”, afirma.

Stéphane Vinolo, docente na Pontifícia Universidade Católica do Equador, afirma que a mundialização dos medos e temores é sinal de crises miméticas, e provoca ao dizer que o desejo mimético é “infelizmente” atual.

O teólogo inglês Michael Kirwan, jesuíta, do Heythrop College, em Londres, examina o impacto da obra de Girard na teologia. Ele argumenta que é preciso o que são os bodes expiatórios para escaparmos de “padrões de ressentimento e agressão mascarados como santidade”.

O autor da biografia intelectual de Girard e pesquisador da Universidade de Zulia, na Venezuela, Gabriel Andrade, autor da biografia intelectual de Girard, fala no desafio de seguir o pensamento do filósofo francês atualmente. Para ele, Girard possui uma obra coerente, mas pode sofrer com a mesma acusação que Popper fazia a Freud: a necessidade de explicar em excesso.

William Johnsen, professor de inglês na Michigan State University, examina o elo entre violência e modernismo a partir dos escritores Ibsen, Joyce e Woolf.

O filósofo francês Jean-Pierre Dupuy assina o artigo intitulado Crer é não crer. As crenças religiosas, a violência e o sagrado.

Outros destaques desta edição:

Elton Vitoriano Ribeiro, professor da FAJE, comenta a publicação da tese de doutorado do filósofo Henrique Cláudio de Lima Vaz seis décadas após sua apresentação. O livro Contemplação e dialética nos diálogos platônicos acaba de se publicado pelas Edições Loyola.

O economista e professor da Unicamp Ricardo Antunes debate a terceirização como porta de entrada para a precarização do trabalho.

Francisco de Oliveira, sociólogo e professor emérito da USP comenta o atual desenvolvimentismo: “o capitalismo brasileiro suga a todos os recursos disponíveis e não se deterá para redistribuir renda”.
 
O filósofo espanhol e professor da Unisinos, Castor Bartolomé Ruiz é autor do artigo O trabalho e a biopolítica na perspectiva de Hannah Arendt.

Dieter Wartchow, professor no Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH), da UFRGS, que estará na Unisinos, nesta semana, debate o tema do acesso à água na perspectiva da Rio+20.

O professor de Economia da Unisinos Fernando Maccari Lara, faz uma análise do filme Margin Call – O Dia Antes do Fim, debatido no último dia 15-052012, no IHU.

Além de Edson Bemvenuti, professor de Educação Física, que narra os 40 anos da sua trajetória na Unisinos.
 
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