.Instituto Humanitas

27/10/2010 · 14:33
Religião x cultura
Simpósio do IHU debate as crenças como tradução dos costumes
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Texto: Paloma Rühee


A religião como tradução cultural foi um dos temas abordados, no Auditório Central, durante o terceiro dia (27/10) do 12º Simpósio Internacional do IHU - A experiência missioneira: território, cultura e identidade. A palestrante Cristina Pompa, da Universidade Federal de São Paulo, falou da relação dos missioneiros com os povos indígenas durante a evangelização e de como os costumes foram traduzidos.

“A cultura indígena tem uma mutilação histórica, porque ela é expressa através do período de mediação, que acontece durante a evangelização. Então, aquilo que os padres e antropólogos registraram, já é o fruto dessa tradução” destacou Cristina. Com a chegada dos povos brancos, o índio passa a incorporar no seu discurso mitológico essa nova realidade, por isso, segundo a professora, não é possível saber na íntegra como era a cultura antes desse processo.

Na época da evangelização, o código religioso era prioritário na tradução da realidade. “A fé era o paradigma a partir do qual se constrói as outras dimensões”, acrescentou Cristina. Por isso, os missionários incorporaram, na linguagem religiosa, termos indígenas que ajudassem a veicular essas crenças e que pudessem fazer uma tradução mais próxima para a realidade desses povos. “A fala dos índios também ‘evangelizou’, de certa forma os missionários”, completou.

O Simpósio do IHU encerra, nesta quinta-feira (28/10), com as palestras Adaptação dos catecismos à realidade missional, de Adone Agnolin, e Religião e poder nas missões, de Guillermo Wilde da Universidad Nacional de San Martín (UNSAM), Argentina.

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