“Não foram feitas reformas civilizatórias no país, como agrária, tributária e social. A revolução acabou criando anomalias imexíveis. Precisamos não só de desenvolvimento econômico, mas de uma perspectiva mais igualitária”. Foi assim que o palestrante Márcio Pochmann, economista e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), identificou as mudanças sociais ocorridas no país entre o final do século XIX e os dias atuais.
Pochmann ainda falou sobre a crise econômica mundial e a decadência dos Estados Unidos. “O que resta aos EUA, hoje, são as forças armadas, já que a dificuldade de impor sua moeda está cada vez maior. Além disso, há uma grande ineficiência nos serviços norte-americanos, como os de saúde, por exemplo. E isso não é uma novidade, do ponto de vista histórico. A crise de 29 não é nada perto do que eles tem hoje”, afirma.
O palestrante esteve na Unisinos na segunda-feira (26/4). O evento integra um ciclo de palestras, promovido pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU, que, neste ano eleitoral, discutirá as perspectivas sociais, econômicas e ambientais do Brasil na década 2010-2020.
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