Os pesquisadores da universidade, em conjunto com a empresa, foram em busca de mecanismos que colaborassem com essa redução. A substituição do forno rotativo a combustão de óleo para um forno elétrico a indução foi uma das soluções implantadas. Os funcionários também receberam capacitação com o objetivo de promover a conscientização ambiental. Além disso, a criação de um protótipo, pelo PPG em Engenharia Civil, de um regenerador termodinâmico visa contribuir no tratamento termomecânico das areias de fundição, material descartado após o processo e altamente poluente. “Esse intercâmbio com a pesquisa permitiu que encontrássemos maneiras de usar uma quantidade maior de materiais reciclados, sem perder a qualidade do nosso produto. E, ainda, foi possível ter um retorno em termos de custo, nos tornamos mais competitivos”, destacou Geovani Lorscheitter, diretor da empresa.
A inclusão de pesquisadores no dia a dia da metalúrgica se tornou viável a partir da aprovação do projeto no edital do Programa de desenvolvimento de Recursos Humanos para atividades estratégicas em apoio à inovação tecnológica (RHAE), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em 2009. “Temos hoje cerca de três pesquisadores e quatro alunos de iniciação científica trabalhando com a Lorscheitter. Com a iniciativa estamos permitindo que a pesquisa seja colocada em prática e, também, estamos abrindo as portas para novas oportunidades”, acrescentou o professor do PPG e coordenador do curso de Engenharia Ambiental, Carlos Moraes.
Segundo Alsones Balestrin, diretor da Unidade de Pesquisa e Pós-Graduação da Unisinos, o objetivo da universidade é formar alunos que estejam, cada vez mais, envolvidos com as empresas. “O contato com o produto final da pesquisa é muito importante para os pesquisadores”, afirmou.