Suely Fragoso, professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação, recebeu – e aceitou – um convite incomum em junho: participar como examinadora da banca de Jocelyn Williams, candidata ao título de doutorado na Massey University, Nova Zelândia. O detalhe é que precisava manter segredo até terminar sua missão, para não influenciar a defesa da candidata. Pois o resultado da tese intitulada Connecting People: building community with free household Internet sai nesta terça-feira (7/10).
Segundo Suely, que participou da avaliação sem viajar até o país, o processo é muito sigiloso e consiste no seguinte: são três examinadores, sendo um da universidade à qual o doutorando está vinculado, um de outra universidade da Nova Zelândia e um terceiro de outro país. O orientador indica aos responsáveis pela organização do exame os nomes de possíveis examinadores. Além disso, existe um convenor (sem tradução para o português), que é um outro pesquisador sênior, geralmente da própria universidade do doutorando, responsável por organizar o processo e presidir a sessão.
Ao receber a cópia da tese, os avaliadores não podem mais entrar em contato entre si ou com o candidato. Cada examinador deve escrever um documento sobre a tese (Thesis Assessment Report) e formular um conjunto de perguntas. “Posteriormente, essas questões são utilizadas no exame oral pelo qual o doutorando passa. Nessa última fase, somente dois dos três examinadores, geralmente o local e o outro da Nova Zelândia, participam”, explica Suely. O candidato recebe todos os pareceres 24 horas antes de apresentar aos avaliadores as respostas para as perguntas propostas.