.Mestrado e Doutorado

16/10/2009 · 14:09
Consumo e apologia na rede
Rogério Horta, professor do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Unisinos, juntamente com outros autores, lança livro Drogas & Internet
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Texto: Danielle Titton

A relação entre a internet e as drogas foi retratada pelo psiquiatra e professor do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Unisinos, Rogério Lessa Horta, em Drogas & Internet. O livro, que se propõe a refletir sobre as várias faces assumidas pelas substâncias em seu uso por seres humanos e publicadas na rede, desafia para a reflexão sobre os cuidados, prevenção e enfrentamento de situações que se tornam assustadoras, mas que são perfeitamente evitáveis.

A obra, que também tem como autores Viviane Samoel Rodrigues, Daiane Lodi, Ana Maria Ribeiro, Ângela Wolff e Giselda Kichler, faz parte de uma coleção da Editora Sinodal focada em temas contemporâneos, preocupada em examinar a articulação das tecnologias digitais, especialmente a internet, com fenômenos sociais e humanos. “O trabalho todo é fruto de uma articulação de professores, pesquisadores e estudantes da Unisinos, da UFRGS e da PUCRS e também da Prontamente Clínica de Psiquiatria e Psicoterapia, de Porto Alegre. A escolha do tema acompanha o foco do trabalho do grupo de pesquisa que eu coordeno no Mestrado em Saúde Coletiva na Unisinos, que trabalha com o tema das Drogas na Rede de Atenção à Saúde”, destaca Horta.



Ele ainda ressalta o cuidado em usar linguagem acessível, sem o peso do jargão profissional ou técnico e a organização para uma leitura atraente e prazerosa. “Esperamos que ele seja útil às famílias, especialmente aos adultos com filhos que usam a internet, para que atentem para a necessidade de determinados cuidados. Não é nossa intenção promover censura de espécie alguma, mas consideramos importante o registro de que todo e qualquer tipo de informações sobre drogas, que podem ser facilmente acessadas na rede mundial de computadores, inclusive formas diversas de estímulo ao consumo e apologia”, conta.

O médico lembra que a proximidade e o contato qualificado entre pais e filhos pode ser preventivo em diversos sentidos, não apenas em relação às drogas. “Qualquer situação danosa decorrente do uso de drogas pode ser prevenida ou tratada. Acreditamos ser fundamental que as famílias de quem desenvolve esses problemas não se aprisionem na culpa. Também é importante que a sociedade como um todo perceba que a droga é um produto de consumo e que há uma indústria muito poderosa por trás de si. Precisamos de maior flexibilidade e maior disponibilidade de todos os envolvidos neste assunto. Atribuição de culpa não costuma ajudar no acesso aos serviços de saúde.”


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