.Mestrado e Doutorado

25/08/2010 · 15:33
7 Early Career Award
Professora da Unisinos recebe importante premiação americana
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Texto: Paula Coruja
Imagens: Arquivo


Os pesquisadores da Unisinos continuam se destacando no cenário internacional. A professora Elisa Kern de Castro, do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Unisinos, foi contemplada, recentemente, com o 7 Early Career Award, premiação para pesquisadores com no máximo sete anos de defesa do doutorado, que tenham boa produção científica. Além disso, para receber este prêmio é necessário ter tido um trabalho aceito no congresso da International Society of Behavioral Medicine, que este ano aconteceu em Washington, capital dos Estados Unidos, de 4 a 7 de agosto. O trabalho apresentado por Elisa foi Autoeficácia, bem-estar e qualidade de vida de jovens adultos com câncer: um estudo longitudinal (Self-efficacy, well-being and quality of life in young adults with cancer: a longitudinal study).

Para a professora, o prêmio é muito importante, pois reconhece o trabalho de jovens pesquisadores. “Outro ponto fundamental é que incentiva a desenvolver mais pesquisas na área, além de oportunizar contatos internacionais para futuras pesquisas”, acrescenta. O trabalho apresentado, que também teve a autoria das alunas de graduação e bolsistas de iniciação científica Clarissa Ponciano (Pibic/CNPq), Marina Kreling (Unibic) e Bruna Meneghetti (Bic/Fapergs), e a psicóloga do Hospital Santa Rita de Porto Alegre, Carolina Chem, reconhece e ressalta a importância que a Unisinos dá ao desenvolvimento de pesquisas, além de destacar a universidade no cenário acadêmico internacional.

O estudo premiado foi desenvolvido em parceria com o Hospital Santa Casa, de Porto Alegre, e analisava a qualidade de vida e alguns aspectos psicológicos relacionados em jovens adultos com câncer. “Averiguamos que a qualidade de vida e os indicadores de autoeficácia (percepção que o individuo tem sobre sua capacidade de superar eventos adversos) e o bem-estar psicológico (índice de "felicidade") mostraram-se estáveis nos pacientes na primeira coleta de dados e um ano após, ou seja, em diferentes etapas do tratamento”, conta. Porém, a pesquisadora observou maior vulnerabilidade das pacientes do sexo feminino. “Isto indica que temos que olhar com cuidado para essa população e desenvolver estratégias de prevenção de problemas emocionais nessas pacientes para que elas possam sentir-se capazes de superar a doença”, conclui. A professora adiantou que atualmente está desenvolvendo um projeto de pesquisa específico para esta população, aprofundando o estudo de aspectos psicoloógicos e câncer em mulheres. “Com estes dados, será possível realizar trabalhos de intervenção em um futuro próximo”, comemora.

Comentários

Inubia Duarte | 29/08/2010 | 18:33
Parabéns, Elisa! Parabéns a toda tua querida família.
Faço votos que continues assim e que muitos outros trabalhos venham beneficiar, como esse, para uma mais ampla compreensão principalmente das pessoas que sofrem. Um grande e carinhoso abraço. Felicidades!

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