.Mestrado e Doutorado

25/08/2010 · 20:26
Inflexão tecnológica e pesquisa
Temas nortearam a abertura dos trabalhos da 6ª edição do Pesquisando a Pesquisa, em 25/8
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Texto: Danielle Titton
Imagens: Mauricio Montano

Dois dias de trabalho para discutir o futuro da pesquisa acadêmica. Este é o objetivo do Pesquisando a Pesquisa, evento destinado a professores, pesquisadores, alunos de mestrado e doutorado e bolsistas de iniciação científica, no Auditório Central, em 25 e 26/8. A atividade chega a sua 6ª edição trabalhando o tema Inflexão Tecnológica e Inovação: excelência e sustentabilidade da pesquisa na universidade, trabalho encabeçado pela área de Ciências Exatas e Tecnológicas da Unisinos.

O painel de abertura foi realizado pelo reitor Marcelo Fernandes de Aquino que tratou a Inflexão Tecnológica – Conjuntura e projeções. Além dele, vice-reitor, pró-reitores e diretores acadêmicos falaram sobre a situação da pesquisa acadêmica e os planos para o futuro. Confira alguns trechos abaixo:


- Marcelo Fernandes de Aquino, reitor

“A universidade se insere em um desenho de sociedade do conhecimento, cujo reverso é a economia da ciência. Não por voluntarismo, mas porque o mapa do Brasil se reinventa e a economia se foca na ciência. O fato é antropológico e as dimensões culturais são importantes.

Toda essa questão tem um ponto que nos exige lucidez: a ciência, alavancada pela inovação tecnológica, deve gerar riqueza. Com isso, o Brasil poderá contribuir com a população que tanto precisa de recursos. O mesmo é válido para a universidade, quando falamos da modernização da sala de aula, sua gestão e informatização. Não estou aqui questionando a autoridade do professor, mas o que se apresenta é um movimento, e precisamos acompanhá-lo. Podemos também fazer essa relação com temas como internacionalização e empreendedorismo.”


Alsones Balestrin, diretor da Unidade Acadêmica de Pesquisa e Pós-Graduação:

“Há um grande avanço na produção científica no mundo, e o Brasil ainda deixa muito a desejar. É preciso que o conhecimento chegue até a ponta, estreitando as relações entre instituições de ensino e empresas.

Nosso país aplica 1% de seu Produto Interno Bruto (PIB) em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), cerca de 2,5 vezes menos do que as principais economias desenvolvidas no mundo. Aqui temos menos de um pesquisador para cada mil habitantes economicamente ativos, enquanto na Coréia são quase sete. Lá, 30% do PIB é representado por setores de alta tecnologia.

Outro aspecto é a carência profissional das áreas tecnológicas. A decisão da Unisinos em priorizar a inflexão tecnológica não é estratégica para a própria universidade, e sim para o Brasil. A criação de novos cursos nos mais diversos níveis acadêmicos e a atuação do Tecnosinos podem ser destacadas como grandes iniciativas, investimento em pesquisa e criação oportunidades para seus alunos. Além disso, disputamos em editais como o promovido pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).”

- José Ivo Follmann, vice-reitor e diretor de Ação Social

“A excelência acadêmica só existe através da criação e geração de valor. Somos universidade, não produtora exclusiva de conhecimento. Quando falamos em inflexão tecnológica, sabemos que ele não está exclusivamente aqui. Uma verdadeira universidade de pesquisa abre suas portas e derruba suas paredes para a sociedade.

Estamos vivendo um bom momento, evoluindo na extensão universitária, aliando excelência acadêmica e compromisso social. Além do Tecnosinos, já citado pelo professor Balestrin, temos um conjunto de projetos sociais que são oportunidades diretas aos nossos alunos e docentes.”

- Pedro Gilberto Gomes, pró-reitor acadêmico

“É importante trazer a vocês o conceito de universidade de pesquisa, esse reposicionamento institucional que a Unisinos adotou, tornando-se referência. Inovar e empreender são condições fundamentais para sobrevivência.

Assim, os docentes devem se empenhar na busca de recursos, pensando de forma sistêmica, no coletivo. A Fapergs elaborou um edital de infraestrutura para as universidades, e a Unisinos está concorrendo. Não podemos perder essa oportunidade.”

- João Zani, pró-reitor de administração


“O horizonte que vislumbramos para 2020 foi trabalhado na série de 15 reuniões de planejamento estratégico ocorridas nos últimos dois meses, onde elaboramos direcionadores da Unisinos. Entre eles podemos destacar a necessidade de internacionalização que prevê, além da vinda de estudantes de instituições das mais diversas nacionalidades, a criação de possibilidades dos nossos acadêmicos estarem em universidades fora do país. Trabalharemos ainda de forma efetiva a inovação e a inserção de tecnologias nas rotinas pedagógicas.”

- Gustavo Severo de Borba, diretor da Unidade Acadêmica de Graduação

“O diferencial dos cursos de Graduação da Unisinos está na pesquisa, trazida através da integração com os Programas de Pós-Graduação, o que é fundamental para todas as áreas. Fomentamos isso através do edital do Fundo de Estímulo à Pesquisa (Fesp), que visa a estimular a proposição de projetos para professores que não estejam vinculados aos PPGs da universidade.

Trabalhamos ainda em duas frentes prioritárias: inflexão tecnológica e a construção da relação forte e sólida com os docentes, além da criação de novos cursos que acompanhem o momento da Unisinos.”

- Francisco Zanini, diretor da Unidade Acadêmica de Educação Continuada

“Como a Unidade não tem uma regularidade, a oportunidade de criação de projetos é ainda maior. Trabalhando de forma conjunta, os pesquisadores enriquecem suas iniciativas.”

- Ubiratan Faccini, membro da comissão organizadora do Pesquisando a Pesquisa

“Buscamos trabalhar de forma efetiva o vínculo entre excelência, sustentabilidade, produção de tecnologia, complexidade e sociedade. Abranger todos os segmentos é um movimento institucional largo, onde todos devem se enxergar e se incorporar.”


Confira o restante da programação do Pesquisando a Pesquisa aqui


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