.Mestrado e Doutorado

26/01/2010 · 16:18
Objetivo alcançado
Bolsistas do mestrado e doutorado em Biologia foram à Antártica mapear e marcar aves marinhas, além de analisar os impactos causados por elas
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Texto: Fabrícia Hess
Imagens: Divulgação Unisinos


“Uma experiência única. Para um biólogo, é uma ótima sensação se deparar com um pedaço de natureza quase que completamente virgem”. É assim que o professor Uwe Schultz define a experiência que os bolsistas do mestrado e doutorado em Biologia puderam usufruir desde o fim de novembro, quando embarcaram no Navio Polar Maximiliano com destino à ilha Elefante, na Antártica. Eles retornaram na quinta-feira (21/1).

Além de mapear e marcar as aves marinhas e analisar os impactos ambientais causados por elas, o mestrando Lucas Krüger relatou a viagem como um grande aprendizado. “Ficamos no refúgio brasileiro, onde tem toda a infraestrutura básica, mas nenhum contato. Foi uma experiência diferente. Aprendemos a ser mais flexíveis com os outros para termos um bom convívio. Em geral, foi tranqüilo”, definiu.

A meta foi concluída. As áreas de reprodução das 14 espécies que habitam a ilha foram mapeadas, foi iniciado o processo de contagem dos filhotes e adultos e, também, a quantidade de ninhos existentes no local.

No total, 12 pessoas participaram da experiência. Além de Uwe Schultz, os estudantes foram acompanhados pela professora Virgínia Petry, também do curso de Biologia da Unisinos. Ela se diz espantada com as mudanças na ilha. “Fazia 15 anos que eu não ia pra lá. Fiquei impressionada com o derretimento das geleiras. Isso é uma coisa que não se nota em um ou dois anos, mas, em cerca de 15 anos, é algo bem notável e surpreendente”, concluiu.


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