.Mestrado e Doutorado

26/08/2010 · 17:05
Redes Temáticas
A formação de redes de pesquisa foi debatida na tarde de quarta-feira (25/8) no Pesquisando a Pesquisa
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Texto: Samantha Gonçalves
Imagens: Maurício Montano


Na tarde de quarta-feira (25/8) deu-se a continuação do Pesquisando a Pesquisa. O tema que norteou a segunda parte do evento foi o Desenvolvimento da pesquisa: formação de redes de pesquisa. Os profissionais que participaram dos painéis foram: Renato Chaves e Alexandre Novaes, da gerencia de relacionamento com a comunidade de C&T, do Centro de Pesquisas da Petrobras, André Nunes, chefe do Departamento de Tecnologias da Informação e Serviços, da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e Lisandro Granville, do Centro de P&D em Tecnologias Digitais para Informação e Comunicação (CTIC).

Renato deu início a sua apresentação contanto a história da Petrobras dividida por décadas. Alguns detalhes importantes como o domínio da empresa sobre a técnica de produção em águas profundas, no início dos anos 80; a primeira conquista do principal prêmio da indústria petrolífera, o OTC, atribuído pela organização internacional Offshore Technology Conference, em 1992, foram ressaltados, dentre outros. O painelista ainda apresentou a visão de empresa para 2020. Tecnologia como vetor de mudança das estratégias, viabilização da produção do pré-sal e a popularização do gás natural, são apostas e metas da empresa para o futuro.

Alexandre Novaes deu continuidade à apresentação do colega, e introduziu o tópico Redes Temáticas, ressaltando a importância de parcerias com instituições de ensino, o investimento em P&D e estratégias tecnológicas. Em sua palestra, Novaes explicou que as Redes Temáticas foram criadas para facilitar a pesquisa e giram em torno de temas específicos. A Petrobras, além de investir nos projetos dos parceiros, realiza investimentos fora delas. “O modelo de Redes Temáticas foi idealizado em 2005 e entrou em vigor em agosto de 2006. Os primeiros projetos foram aprovados e, em outubro do mesmo ano, os recursos começaram a entrar. Foi a partir disso que as Redes começaram a funcionar de verdade”, afirma. São mais de 400 milhões investidos anualmente.

A FINEP tem por missão financiar projetos de pesquisa e desenvolvimento. André Nunes confirmou essa afirmativa e mostrou a importância de investir em tecnologia e inovação. Na Financiadora, o departamento de TI é o único temático, tamanho é o seu valor. “É gratificante trabalhar nesse sistema porque podemos acompanhar passo a passo o que acontece, desde o início ao produto final”, disse. A empresa trabalha com capital de risco e fundos não reembolsáveis. O orçamento previsto para 2010 é de R$3,5 milhões em recursos para as empresas. Segundo André, a procura por crédito pelas pequenas e médias empresas aumentou: “Essas empresas resolveram investir em seus negócios no período em que as outras sofriam com a crise”, declarou.

As vantagens de trabalhar em Redes Temáticas também foram garantidas por André. O avanço das redes sociais, o número de transações diárias na internet fixa e móvel impactam na pesquisa de desenvolvimento tecnológico. As Redes facilitam o trabalho, pois são mais eficientes e lidam com tecnologia em curto tempo. A parceria entre as Redes, as universidades e as empresas são excepcionais. Com isso é possível unir competência e habilidade, acumulando uma capacidade maior do que conseguiriam separadas.

Criado pelo Governo Federal, o CTIC, incubado pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), tem o objetivo de desenvolver a competência nacional para inovação em comunicações digitais. Sua organização prevê, também, o uso de redes temáticas, nos moldes de outras áreas de P&D. Essas redes devem articular distintos grupos e laboratórios interessados nas diversas facetas e abordagens de determinado problema ou tecnologia. Lisandro Granville, como todos os outros profissionais, afirmou em sua palestra, a eficácia e os benefícios das Redes Temáticas. “O maior desafio é transformar o conhecimento gerado nas redes em produtos concretos que gerem riqueza”, disse. Alusivo ao fato de que as empresas devem realizar parcerias com as universidades, Lisandro afirmou: “A participação da indústria nessas redes requer algumas mudanças, mas nada impossível”.

O Pesquisando a Pesquisa termina nesta quinta-feira (26/8). A pauta da manhã do último dia será Inovação: Pesquisa e Empreendedorismo. O tema será discutido por Reinaldo Coelho, gestor do Fundo Criatec para a Região Sul, Kátia Marzall, da coordenação de Acompanhamento e Promoção da Tecnologia Agropecuária, departamento ligado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Marcelo Lopes, do Sebrae-RS. Júlio César Ferst, da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado é quem participará, à tarde, do debate sobre Políticas Públicas para C&T e o Movimento de Inflexão Tecnológica na universidade.

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