Os primeiros resultados foram mostrados por Maria de Fátima Reszka e Paulo Gaspar Graziola. A dupla, que realizou a oficina “Tecnologias da informação e educação” na Escola Municipal de Ensino Fundamental Maria Gusmão Brito e no Espaço Virtual de Aprendizagem, ficou satisfeita. “Fizemos atividades de reflexão coletiva, palestras e oficinas de capacitação. Os professores que participaram tiveram a oportunidade de conhecer novas ferramentas digitais, importantes para o ofício nos dias de hoje”, destacaram.
Sob o tema “Formação para Educadores (as) da proteção Social Básica”, Cheron Zanini Moretti, Lenita Korbes e Luciane Dias desenvolveram sua oficina em parceria com a Secretaria de Assistência, Cidadania e Inclusão Social de São Leopoldo (Sacis). O trio promoveu um grupo de estudos com os participantes, debateu as tensões entre teoria e prática e realizou ações articuladas com a Sacis. “Buscamos alguns autores para trabalhar com os educadores sociais e destacamos o papel inovador que eles têm”, disse Cheron.
Para a Sacis, representada pela assistente social Carolina Cerveira, o retorno desse trabalho está sendo positivo. “Abrimos uma porta e queremos que ela continue aberta para outras oportunidades”, afirmou. A Secretaria participa do Fórum pela primeira vez e acredita que a experiência responde a uma necessidade antiga: o processo de formação de trabalhadores.
As alunas Vera Lúcia Marostega, Morgana Hattge, Márcia Doralina Alves e Claudine Adriana Kronhardt trabalharam com o Núcleo de Apoio e Pesquisa ao Processo de Inclusão (Nappi). O assunto tratado foi “Currículo, formação de professores e inclusão escolar”. As doutorandas abordaram, de forma geral, o Projeto Político-Pedagógico das escolas, destacando o papel da família, dos professores e da gestão da entidade. A pesquisa focou, sobretudo, a inclusão de alunos surdos e com transtornos globais de desenvolvimento. “A inclusão escolar é um ponto de extrema importância. As escolas não devem estar aptas a receber um aluno com deficiência, elas precisam estar prontas para receber qualquer aluno”, salientou Morgana.
“As interfaces da alfabetização e do letramento” foi o tema trabalhado pelas pesquisadoras Neli Aparecida Gai, Cláudia Cardoso Niches e Sandra Wentz. A oficina foi feita na Escola Municipal de Ensino Fundamental Maria Gusmão Brito, com professores das séries iniciais. A problemática acerca da alfabetização das crianças foi bastante discutida na atividade. “Acreditamos que nosso trabalho tenha sido importante para a escola e para os professores, uma vez que é preciso saber lidar com todas as diferenças, respeitar o tempo de cada aluno”, afirma Neli.
Eliane Felden ministrou, à Escola Municipal de Ensino Fundamental Barão do Rio Branco, a oficina “Educação de Jovens e Adultos: Aprendizagem significativa na relação da aprendizagem ao longo da vida”. A doutoranda trabalhou com supervisores escolares da área e destacou a participação social do sujeito. “A aprendizagem é um direito social e tem de ser acessível a todos”, disse.
A Escola Municipal de Ensino Fundamental Otilia Rieth recebeu a oficina “Educação Matemática no Ensino Fundamental”. Daiane Bocasanta e Josiane Moura foram as responsáveis pela atividade que destacou a produção dos saberes matemáticos por crianças. De acordo com Daiane, o trabalho foi gratificante e serve como espaço para divulgação da pesquisa feita pelo PPG.
O Fórum de Educação é uma atividade regular que contempla os alunos do terceiro semestre de Doutorado. O evento foi organizado pelos próprios pesquisadores, sob a orientação da professora Mari Forster. “É o momento que temos para socializar nossos estudos e divulgar o conteúdo produzido pelo Programa. Essa atividade serve como laboratório para troca de experiências e aprendizado, além de ser um espaço de formação e um dos pontos mais altos do currículo do curso”, falou.
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