.Mestrado e Doutorado

28/05/2013 · 10:20
Padrão internacional
Empresas brasileiras precisam se adaptar a forma de administração dos países desenvolvidos. Presença de multinacionais no Brasil é um dos sinais
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Texto: Pablo Furlanetto


A concorrência está cada vez maior entre as empresas. Se não bastasse a competição nacional, a invasão das multinacionais torna o cenário ainda mais acirrado. Isso não acontece somente no Brasil, mas em todas as nações. Talvez, as que não são desenvolvidas sintam mais, por não terem se inserido ainda nos moldes da gestão internacional.

O fato é que não são somente as grandes corporações que estão sendo impactadas pela globalização. Até a lancheria que fica perto da sua casa pode estar sendo atingida pelo processo. “Toda vez que ocorre a abertura da economia, temos um efeito direto que é o aumento da competição. O xis da esquina, que antes tinha a concorrência do xis da outra esquina, agora compete com redes multinacionais, como o McDonald's”, explica o professor do Mestrado Profissional em Gestão e Negócios da Unisinos, André Filipe Zago de Azevedo, que vai falar sobre o tema em 6/6 no lançamento da Escola de Gestão e Negócios da universidade, que ocorre no Hotel Sheraton, em Porto Alegre. Para ele, a consequência desse processo é que existe uma espécie de seleção natural e as empresas mais eficientes é que acabam sobrevivendo no mercado.

Quem sai beneficiado desse cenário são justamente as redes internacionais, por terem a experiência de competição em outros países, e os consumidores, que têm maior variedade de produtos de mais qualidade com preços mais baixos. “As empresas, embora sofram no curto prazo, as que sobrevivem ao processo se tornarão mais fortes e terão oportunidade, no futuro, de se internacionalizarem também”, complementa Azevedo.  

Excelência na gestão

Do outro lado da moeda, para entrar num mercado mais competitivo, o profissional precisa se especializar. As pessoas devem estar conectadas com o mundo, no sentido de ter acesso às melhores práticas de gestão. “Nisto, as universidades já aceleram o processo. No Brasil, se nota uma procura crescente por cursos na área. É uma consequência natural, porque você tem que estar buscando as melhores práticas. E é muito mais fácil você absorvê-las, pois você tem mais facilidades a um custo mais baixo”, diz Azevedo.

Importação de cérebros

Além da qualificação da mão de obra, as empresas brasileiras precisam das “mentes pensantes” de outros países. Muitas pessoas que perderam o emprego nos Estados Unidos e na Europa estão vindo para cá, pois o Brasil tem uma demanda muito grande por profissionais preparados, com cursos na área e experiência de mercado. Outra questão interessante é que as organizações que já começaram o processo de internacionalização também aprendem ao competir lá fora, e acabam absorvendo nesses locais as práticas.

Como consequência, as empresas brasileiras que conquistaram a internacionalização aplicam no seu país o conhecimento. “Temos hoje companhias que adotam as melhores práticas de gestão baseadas na meritocracia. Ou seja, os colaboradores devem ser escolhidos por mérito e não por amizade ou parentesco, e esse é o grande diferencial que as pesquisas têm mostrado. No processo de internacionalização, só sobrevive quem se profissionaliza”, explica o professor André Filipe Zago de Azevedo. Segundo ele, esse processo é relativamente novo no Brasil, pois até poucos anos atrás o país era muito fechado e as organizações familiares tinham uma força enorme. “Hoje, a gestão é sempre profissional. Alguns empresários brasileiros se profissionalizaram tanto que estão indo para o exterior não mais para aprender, mas para ensinar.”

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