.Opinião

15/01/2009 · 01:36
O advogado e o dever ético
A nobre arte de advogar já esteve mais conceituada em dias findos, no entanto, cabe à ética resgatar o prestígio desta fascinante profissão
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Texto: Carlos Brito, alunos do curso de Direito


Sem ética, toda profissão cai no descrédito, e a advocacia não é exceção. A nobre arte de advogar já esteve mais conceituada em dias findos, no entanto, cabe à ética resgatar o prestígio desta fascinante profissão, para que a advocacia continue com o respeito merecido pela sociedade.

Em um sistema democrático de direito, o advogado possui um papel de grande relevância para a preservação da ordem e dos direitos fundamentais. A advocacia está posta a serviço da Justiça, assim, o advogado, no exercício de seu ministério, é um agente de múnus público responsável pela transformação social e que contribui diretamente para a evolução equilibrada da sociedade.

O artigo 2° do Código de Ética e Disciplina da Advocacia reza que “O advogado, indispensável à administração da Justiça, é defensor do Estado Democrático de Direito, da cidadania, da moralidade pública, da Justiça e da paz social, subordinado a atividade do seu Ministério Privado à elevada função pública que exerce”. Portanto, o advogado não deve, por seu mister, em nenhum momento esquecer ou abandonar a ética. Nas relações sociais, não deve apenas defender a lei, pugnar para que esta seja interpretada com retidão, mas conduzir-se pela moral e pela ética, tanto na lide processual como no proceder com seus colegas de profissão. Se necessárias as contendas para se defender um ponto de vista, que sejam colocadas à mesa apenas discussões fundamentadas, com um juízo prévio de bom-senso. Argumentações carregadas de vaidade e ciúme não devem estar na boca de um advogado, pois ele tem o dever da lealdade.

O profissional do Direito deve encontrar na ética as lições necessárias para exercer com hombridade e independência a profissão, que permite a defesa dos injustiçados e contribui para o aprimoramento das instituições e das relações da humanidade.

Há um abismo paradoxal se o advogado defender e buscar a liberdade e a igualdade sem ter um mínimo de ética profissional. Destarte, o advogado é também um juiz, o primeiro da causa, pois cabe a ele o prévio conhecimento dos problemas sociais, para posteriormente ser patrono de uma causa que necessite de medidas judiciais.

Quanto ao prestigio da advocacia, trata-se, é bem verdade, da responsabilidade individual de cada advogado para que a classe seja valorizada. Quando o advogado viola o Código de Ética, está colaborando para a diminuição do respeito conquistado pela classe perante a sociedade, e, ainda, deflagra com a dignidade da profissão.

Com uma sociedade tão injusta e egoísta, que corrompe e é corrompida, não se pode mais admitir se redigir a história da humanidade com advogados despidos da ética, que zombam e afrontam a honra, a dignidade, a honestidade, a lealdade, e assaltam a própria Justiça.

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