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26/06/2013 · 14:09
Aqui ou lá fora
Oportunidades no exterior qualificam o currículo e facilitam a entrada no mercado de trabalho
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Texto: Pâmela Oliveira
Imagens: Divulgação


Não é novidade: oportunidades no exterior e bolsas com fomento do governo para outros países são assuntos sempre em alta para quem procura melhor colocação profissional. “Dependendo do cargo pretendido, as habilidades adquiridas em experiências internacionais já nem contam mais como diferencial, mas sim como pré-requisitos”, aponta o diretor de Desenvolvimento e Expansão da universidade, Cristiano Richter.

São competências assim que a aluna do curso de Engenharia de Produção Luísa Simon foi buscar na Coreia do Sul. Luísa participa do programa Ciência sem Fronteiras, do governo federal, e vivencia uma experiência em solo estrangeiro que, certamente, vai mudar sua carreira – e para melhor. O intercâmbio, além de prever a temporada de estudos numa instituição local de referência, possibilita ainda um período de estágio na Hyundai Mobis, integrante do grupo Hyundai Motor. Na organização, a estudante conheceu os sistemas de segurança empregados nos últimos modelos da marca e aprendeu mais do que esperava. “Perceber o que os coreanos fazem para as empresas daqui estarem entre as melhores do mundo me fez crescer muito profissionalmente”, conta.

Mesmo os participantes de programas de intercâmbio que não oferecem o estágio reconhecem o quanto a experiência vale para a carreira futura. É o caso do estudante de Engenharia Civil Bruno Fernandes, que está em Portugal também pelo Ciência sem Fronteiras, só que em modalidade específica de estudos. “Entrei em contato com tecnologias diferentes das que aplicamos no Brasil e vi com outros olhos as áreas que já conhecia”, destaca, “fazer isso foi extremamente produtivo, me abriu novos caminhos e horizontes profissionais”.

Para chegar lá

De acordo com Cristiano Richter, o maior obstáculo para os brasileiros que buscam oportunidades no exterior é o domínio do idioma: “A língua é o elemento chave das relações multiculturais e tem importância fundamental na convivência com pessoas de diferentes realidades”. Por isso, vale reforçar: investir no aprendizado sempre traz bons resultados. Esse tipo de saber, aliado aos demais que surgem de experiências internacionais, agrega muito valor ao currículo profissional.

Apesar do impasse com a língua, os brasileiros estão mostrando sua capacidade de conquistar o mercado internacional. Graças à formação qualificada, a procura por eles aumenta em instituições no exterior e em empresas de grande porte dentro do próprio Brasil. O destaque também é válido na área da educação, como relata o diretor: “Alguns alunos da Unisinos que foram para a Coreia apresentaram coeficiente de rendimento acima da média dos estudantes coreanos, o que comprova a qualidade do ensino que receberam aqui”.

Situação inversa

Há quem acredite que o Brasil exporte conhecimento, mas peque em reter talentos. Para Cristiano, o desafio do país, hoje, é investir na manutenção de pessoal qualificado que contribua com o desenvolvimento socioeconômico da nação. Isso é o que acontece, por exemplo, quando alguém parte para uma experiência de estudo ou emprego no exterior, se identifica com o que encontra por lá e decide ficar. Assim, áreas que poderiam crescer em terras brasileiras graças a esse profissional ficam estagnadas, inertes. “Essa situação merece o olhar atento da comunidade”, defende o diretor, “o Brasil precisa atrair os brasileiros”.

De volta ao lar

No que depender de estudantes como Luísa e Bruno, o Brasil não precisa se preocupar. Ainda que estejam fascinados com os encantos de outras nações, ambos sabem bem o que querem: voltar ao país que chamam de lar. “Há várias empresas coreanas no Brasil, e acredito que esta oportunidade que estou tendo vai gerar bons frutos para meu futuro. Claro que não penso somente nas entidades coreanas, pois nosso país está em um momento muito bom para nós, estudantes de engenharia”, diz ela. “Espero aplicar toda essa experiência que acumulei em minha rotina de estudos e trabalhos”, torce ele.

Os dois são quem Cristiano apelida de empreendedores do amanhã, pessoas que, com potencial e visão diferenciada, podem transformar a realidade do país: “Eles vem para fomentar novos negócios, para ser capital empreendedor do Brasil do futuro”. E isso é mais do que possível, basta tomarmos como exemplo o Ciência sem Fronteiras. “O programa está investindo em 100 mil alunos. Se apenas 10% deles seguir a proposta de compartilhar o conhecimento e inovar, criando suas próprias oportunidades, o efeito será muito grande”, complementa o diretor.


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