A indústria de alimentos gerou, em 2008, U$ 228 bilhões e a implantação do Nutritech promete trazer benefícios não só para a região Sul, grande produtora de soja, arroz, milho e trigo, como, também, para todo o país. A criação de laboratórios específicos e com certificação mundial alavancará as pesquisas e ajudará pequenas e grandes empresas a se tornarem fornecedores mundiais. “Buscamos atrair com os nossos laboratórios a área de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) de grande empresas do setor de alimentos, bem como, indústrias produtoras que estejam interessadas em desenvolver produtos com novas soluções alimentícias” conclui Susana.
Chamados de alimentos para a saúde, os alimentos funcionais, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), são qualquer alimento ou ingrediente que possa proporcionar benefício à saúde, além dos nutrientes tradicionais já estabelecidos. Os nutracêuticos, por sua vez, são substâncias isoladas dos alimentos, que poderão vir a ser um fármaco e atuar como remédio na proteção contra doenças.
Segundo Denize Ziegler, que está a frente do projeto, no Brasil, pouco se conhece em termos de substâncias dos alimentos produzidos aqui e suas relações com a saúde da população. “A implantação do polo será uma guinada no modelo agrícola local, trazendo maior variedade do que se produz.”
A verba deve ser liberada até maio, e as obras iniciam imediatamente, para que até 2011 o complexo alimentício esteja funcionando com força total. Estima-se que cerca de 200 vagas diretas sejam geradas neste primeiro momento.